Iniciação – Itefá – Festival de Ifá – Nigéria 2017

Igbá Orisá

Todos os Terreiros de Candomblé tem seus Ojugbós; que são assentamentos coletivos, voltados para todos os filhos do seu asé. São alimentados anualmente pelo Sacerdote responsável para que sua comunidade tenha equilíbrio espiritual e prosperidade. Dispensando assentamentos individuais que na maioria só servem para satisfazerem o ego de alguns adeptos. Uma grande maioria quer simplesmente ter inúmeros assentamentos de Orixá, mas não tem condições nem responsabilidade alguma em manter estes assentamentos cuidados dentro dos costumes, trazendo malefícios para si e para todos de sua família consanguíneo e até mesmo espiritual.
O Sacerdote deve ser prudente em verificar a real necessidade de fazer assentamentos individuais fora do carrego de cada individuo. Os assentamentos pertinentes a cada pessoa,é o Orixá de Cabeça e Juntó.
ibá orixá ou simplesmente ibá é o nome dos assentamentos sagrados dos orixás na cultura nago vodun, onde são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada um deles na feitura de santo. Ao lado de cada um dos igbás encontramos talhas, quartinhas e quartiões, que devem conter o líquido mais precioso da vida chamado pelo povo do santo de omin (água).

por Toluaye Jose Antonio

 

Surge o candomblé, o culto que reúne todos orisás em um mesmo espaço, com a criação do que conhecemos hoje como xirê

Houve uma primeira tradição na história do candomblé brasileiro, que foi criado pelos congos e pelos angolas, misturados com os indígenas. A próxima leva de escravos africanos que vêm são os jejes. Eles são muito importantes, numericamente, no século XIX. Eles já encontram uma tradição organizada, herdam vários elementos, mas trazem muitos recursos importantes da própria tradição jeje e criam uma segunda tradição aqui.
Ainda há um terceiro momento, dos nagôs e iorubás, que são os últimos a chegar, mas vêm com tradições poderosíssimas, que trazem muitas novidades também, mas que absorvem essa terminologia, essa organização espacial, tanto é que dentro do candomblé de ketu existem vários termos de Angola e do jeje, que foram absorvidos. Ou seja, o candomblé de ketu nagô trouxe tradições que influenciaram todos os demais, mas, por sua vez, eles também absorveram tradições que já estavam instaladas aqui”.
“O acontecimento mais impressionante ocorre a partir da década de 1830, quando Oyó, o império iorubá mais desenvolvido e poderoso, sofre um ataque dos fundamentalistas islâmicos pelo Norte e tem sua capital devastada. Há uma migração para o Sul e eles fundam uma nova capital, mais próxima ao litoral. Nesta época, já existia uma comunidade nagô iorubá muito importante na Bahia. Por isso, eles mandam pessoas do primeiro escalão do império de Oyó para reorganizar, ao mesmo tempo, a comunidade baiana.
É nesse momento que Mãe Nassô chega em Salvador e funda a Casa Branca do Engenho Velho, munida com a tarefa de reestruturar aquele conjunto de cultos dispersos que eram realizados na Barroquinha. Na Casa Branca se dá a criação do xirê de todos os orixás do país iorubá, com a ordem de entrada, do círculo de dança sagrada e também da organização da sociedade civil aqui com a distribuição de cargos”.
Além de se misturarem entre si, as tradições africanas também receberam influências das culturas indígena e portuguesa. Este cruzamento é a base da criação de religiões como a umbanda, o catimbó e a jurema nordestina.

Por que os iniciados não devem dormir de barriga para cima

Válido para yaôs , Ogãns, Ekedjís Babás e Iyás
Não durmam de barriga para cima .
Nos iniciados não devemos e não podemos dormir de barriga para cima pelo simples fatos , de Órgãos reprodutores que Iyá Mí Oxorongá e Osún regem e Governam ficar expostos , e sem defesa já que você já passou pelo ritual de iniciação. Há certos modos e maneiras de se comportar diferentes de antes de Ser iniciado.
Além de manter resguardo de pesadelos quem é iniciado tem Inúmeros pesadelos quando dorme de barriga para cima ,também evita a posição predileta De ikú (a Morte),  que e de barriga para cima.
Portanto lembrem-se: iniciados deitem de lado ou mesmo de burços. Estas sim, são posições Ideais para seu bom sono, mantendo a segurança contra as Iyámí e o respeito a Osún .
Texto :Babalorisa Kleber Ti Ogun .

EGUNGUN

Todo meu respeito e Gratidão !
EGUNGUN ARA ORUN KIN KIN KIN
SAUDEMOS A NOSSA ANCESTRALIDADE E QUE POSSAMOS ANDAR SOBRE A TERRA COM DIGNIDADE E QUE NOSSOS ANCESTRAIS SE ORGULHEM DE NÓS.
Mo juba egungun. Egungun iba o !!
Ojé Kunle – Alex de Oxoguiã.

Celebração aos òrìsà Ode – Divindades da caça

Abebê

O abebê (abébé em yorubá) é o objeto distintivo do poder das mães ancestrais e possui uma similaridade com o abano ou leque.Ele tem como princípio, a representação do objeto arredondado, assemelhando-se com o ventre feminino, símbolo por excelência do poder gerador. Sendo que na África, o abebê é um objeto que representa o poder. Sendo carregado apenas pelos grandes reis e suas rainhas, identificando-os como detentores da superioridade local.
No Candomblé, é utilizado somente pelas Yabás, mas Logunedé e Oxalufã também o utilizam.
Pode ser confeccionado em folha de alumínio, de flandres, em cobre, latão, etc. Seu formato pode ser ovalado ou arredondado, recebendo desenhos em suas bordas. Às vezes é mais estilizado e tem como enfeites alguns objetos identificadores. Para Oxum e Logunedé, coquetes e vaidosos, o abebê serve também
como espelho, para que eles possam se ver refletidos, e é feito em material dourado, sua cor preferida. Representa também a vaidade e a beleza destes orixás. Oxum costuma usar o abebê como arma, para cegar a vista dos inimigos. “

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Ori

Quando nascemos, o Orí (cabeça), é o primeiro Òrìsà que recebemos, nele trazemos as impressões que estão gravadas no inconsciente, a nossa origem no universo. Ligados a ele por nosso Elédà, (mente superior), e fonte da inteligência para a sobrevivência no Aiyé (Terra), e dele (Orí), geramos toda a força propulsora que nos conduz em nossa jornada não somente para a vida em si mas também na saúde, prosperidade e equilíbrio, o qual está diretamente ligado ao Òrum (Céu), portanto aquele que conhece o próprio destino, da mesma forma que nos conduzirá na passagem do mundo físico ao espiritual, Ikú (a morte).
Assim, Orí = origem do ser = Elédà ( mente superior), está ligado ao Òrum, e ao mesmo tempo ligado à Terra (Aiyé), sobrevivendo após a morte para transmutar a morte física para a vida do espírito, e desta forma guardando em sua memória as marcas de sua origem.
“O pensamento provoca a ação”, “a ação provoca a reação”, e todos os frutos colhidos serão a resposta de nossa conduta, de nosso equilíbrio tanto mental como emocional, e isto é ter bom Orí, que saudaremos Olorire, e para aqueles com um mau Orí diremos Olori Burúkú, aquele de cabeça ruim, fraca.
Olódùnmarè, nosso Deus maior nos deu a perfeição, deixando conosco a sabedoria transcendente, a qual somente poderá ser compreendida com um bom Orí, assim diz o Oríkì (reza), “Nada se faz sem um bom Orí,” nem mesmo nosso corpo tem comando, não anda, não prospera, não tem alegrias, não tem saúde.

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O barulho da sineta

Por que os iniciados no culto usam o Xaorô .
Quando do recolhimento de um iniciado dentro do candomblé quem Nunca se deparou com aquele barulho de sino .
E quando observou era um iyáwô caminhando dentro do Hunkó .
Sim mas não é um simples adorno que usamos nos calcar veja a sua Importância dentro do culto do orisá : Omolú se botava a passear e sair sem destino e sem dar Satisfação Para aonde ia a iyemonjá sua mãe que nesta epoca cuidava de Omolú , Iyemonjá mãe preocupada por não saber aonde Encontrava seu filho e sabendo que as florestas africanas eram Perigosas para não se perder mais de seu filho ela pegou trançou Palha da costa colocou um guizo ( espécie de sineta ) e disse – Pronto de hoje em diante nunca mais lhe perderei meu filho agora Sempre saberei aonde está e aonde se encontra .
Sendo assim o que o xaorô representa .
– O barulho que afasta a mórte .
– O barulho que mostra que o iniciado esta vivo e bem .
– O barulho da proximidade da nova vida com o iniciado .
São anéis providos de guizos utilizados nos tornozelos pelos Iyawos, com uma dupla função, protegê-los de possíveis forças negativas e manter a mãe criadeira informada sobre o movimentos do recém-nascido para o Orisá.
( Iyá ojugbonâ ) mãe criadeira .
Segundo o povo de santo, o xaorô livra o iniciado da morte.
Esses anéis com barulho também são usados nos tornozelos pelas crianças abikús, para afastar os companheiros que tentam vir buscá-los no mundo e lembrar-lhes suas promessas.
No caso dos abikús, constituem verdadeiros talismãs, preparados pelos babás e iyas para que os membros da sociedade dos abikús, Egbé ará orun, deixem nos em paz.
O Xaorô(guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pela percepção do som. Simboliza o ouvido e aquilo que o ouvido percebe, que é reflexo da vibração primordial. A repercussão do Xaorô é o som sutil da revelação.
Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis a serem cumpridas. Universalmente, tem um poder de purificação, afasta as influências malignas ou pelo menos, adverte da sua aproximação.
Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, a obediência à palavra divina, sempre uma comunicação entre o céu e a terra, tendo também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.
Todos os Orisás usam o XAORÔ, mais o mesmo pertence a Omolú Dado por iyemonjá.
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Os Òrìsà Funfun

 

Os “Òrìsà Funfun” são aqueles que vieram com Òbàtálá, seu líder, para Àiyé, ou posteriormente, aderiram ao grupo ou a ele. Praticamente são considerados como um clã ou sua “própria família”. Òbàtálá se tornou o mais conhecido e reverenciado de todos os Òrìsà, por toda terra dos Yorubas e por extensão em todo o Mundo.Òbátálá e Yemowo

– Imagens de Òbàtálá e Yemowo, sua única esposa, no templo de Ìdèta-Ilê em Ilê-Ifé, no bairro de Itapa, anteriormente era no bairro de Ìdèta. –

Alguns dos Òrìsà Funfun* :

1.Òrìsàála, Òrìsà-nla, Òsàla, ou Òbàtálá : O primeiro Òrìsà a ser criado por Olódùmarè.
2.Òrìsàteko ou Eteko Oba Dùgbè : Um grande guerreiro associado a Òbàtálá nas longas disputas de liderança com Odùduwà. Como seu principal templo é em Ìjúgbè, é também conhecido por Òrìsà Ìjùgbè. Este Òrìsà também esta relacionado com a agricultura, dizem que foi o primeiro a cultivar o inhame.
3.Òrìsà Akiré : Um guerreiro poderoso e rico e que tinha muitos escravos, tudo oriundo de espólios de suas conquistas. Seus principais templos são em Ìlàré e em Arùbídì. Dizem uns que Òrìsàkiré é um Òrìsà da paz, da produtividade e da opulência.
4.Òrìsà Aláse ou Olúorogbo : “Aquele que possui o infinito saber”, quem ensinou ao Homem a se comunicar com símbolos e/ou marcas. Dizem que foi ele quem resolveu parte da longa e eterna disputa entre Òbàtálá e Odùduwà.
5.Òrìsàjiyán ou Ògiyán : também Ewúléèjìgbò na cidade de Èjìgbò.
6.Òrìsàlufan ou Olufan : também Òsàlufan na cidade de Ifan.
7.Òrìsà Oko : Òrìsà da agricultura. Da cidade de Ìràwò.
8.Òrìsà Òkè : Òrìsà das colinas e dos montes.
9.Òrìsàròwu ou Òrìsà Lòwu : Na cidade de Owu.
10.Òrìsà Ajagemo : Na cidade de Ede.
11.Òrìsà Olúwofín : Na cidade de Iwofin.
12.Òrìsà Pópó : Na cidade de Ògbómòsó.
13.Òrìsà Eguin : Na cidade de Owú.
14.Òrìsà Jayé : Na cidade de Ijàyé.
15.Òrìsàko : Na cidade de Oko.
16.Òrìsà Olóbà : Na cidade de Òbá.
17.Òrìsà Obaníjìta : …………….
18.Òrìsà Alajere : ………………..
19.Òrìsà Olójó : …………………..
20.Òrìsà Oníkì : ………………….
21.Òrìsà Onírinjà : ……………..
22.Òrìsà Àrówú : ………………..

* Òrìsà funfun – divindades que tem como rito comum o uso de elementos e oferendas de cor branca ou derivada, e tabus alimentares ou outros, por vezes também semelhantes. Quando não, são também assim chamados por fazerem parte do processo da criação – que são os casos, principalmente de Odùduwà e Òrúnmìlà.

* O rito e o culto dos Òrìsà funfun, são tão semelhantes ou quase idênticos, que em vários casos é difícil distinguir se trata de divindades distintas ou são qualidades de Òbàtálá, ou ainda, somente nomes diferentes do mesmo Òbàtálá. Pode, por estes ou outros inúmeros fatores, que o levaram a ser o mais conhecido Òrìsà do panteão, obviamente, sem se esquecer da sua real importância na gênesis yoruba.

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