Iniciação – Itefá – Festival de Ifá – Nigéria 2017

Por que os iniciados não devem dormir de barriga para cima

Válido para yaôs , Ogãns, Ekedjís Babás e Iyás
Não durmam de barriga para cima .
Nos iniciados não devemos e não podemos dormir de barriga para cima pelo simples fatos , de Órgãos reprodutores que Iyá Mí Oxorongá e Osún regem e Governam ficar expostos , e sem defesa já que você já passou pelo ritual de iniciação. Há certos modos e maneiras de se comportar diferentes de antes de Ser iniciado.
Além de manter resguardo de pesadelos quem é iniciado tem Inúmeros pesadelos quando dorme de barriga para cima ,também evita a posição predileta De ikú (a Morte),  que e de barriga para cima.
Portanto lembrem-se: iniciados deitem de lado ou mesmo de burços. Estas sim, são posições Ideais para seu bom sono, mantendo a segurança contra as Iyámí e o respeito a Osún .
Texto :Babalorisa Kleber Ti Ogun .

EGUNGUN

Todo meu respeito e Gratidão !
EGUNGUN ARA ORUN KIN KIN KIN
SAUDEMOS A NOSSA ANCESTRALIDADE E QUE POSSAMOS ANDAR SOBRE A TERRA COM DIGNIDADE E QUE NOSSOS ANCESTRAIS SE ORGULHEM DE NÓS.
Mo juba egungun. Egungun iba o !!
Ojé Kunle – Alex de Oxoguiã.

Abebê

O abebê (abébé em yorubá) é o objeto distintivo do poder das mães ancestrais e possui uma similaridade com o abano ou leque.Ele tem como princípio, a representação do objeto arredondado, assemelhando-se com o ventre feminino, símbolo por excelência do poder gerador. Sendo que na África, o abebê é um objeto que representa o poder. Sendo carregado apenas pelos grandes reis e suas rainhas, identificando-os como detentores da superioridade local.
No Candomblé, é utilizado somente pelas Yabás, mas Logunedé e Oxalufã também o utilizam.
Pode ser confeccionado em folha de alumínio, de flandres, em cobre, latão, etc. Seu formato pode ser ovalado ou arredondado, recebendo desenhos em suas bordas. Às vezes é mais estilizado e tem como enfeites alguns objetos identificadores. Para Oxum e Logunedé, coquetes e vaidosos, o abebê serve também
como espelho, para que eles possam se ver refletidos, e é feito em material dourado, sua cor preferida. Representa também a vaidade e a beleza destes orixás. Oxum costuma usar o abebê como arma, para cegar a vista dos inimigos. “

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Ori

Quando nascemos, o Orí (cabeça), é o primeiro Òrìsà que recebemos, nele trazemos as impressões que estão gravadas no inconsciente, a nossa origem no universo. Ligados a ele por nosso Elédà, (mente superior), e fonte da inteligência para a sobrevivência no Aiyé (Terra), e dele (Orí), geramos toda a força propulsora que nos conduz em nossa jornada não somente para a vida em si mas também na saúde, prosperidade e equilíbrio, o qual está diretamente ligado ao Òrum (Céu), portanto aquele que conhece o próprio destino, da mesma forma que nos conduzirá na passagem do mundo físico ao espiritual, Ikú (a morte).
Assim, Orí = origem do ser = Elédà ( mente superior), está ligado ao Òrum, e ao mesmo tempo ligado à Terra (Aiyé), sobrevivendo após a morte para transmutar a morte física para a vida do espírito, e desta forma guardando em sua memória as marcas de sua origem.
“O pensamento provoca a ação”, “a ação provoca a reação”, e todos os frutos colhidos serão a resposta de nossa conduta, de nosso equilíbrio tanto mental como emocional, e isto é ter bom Orí, que saudaremos Olorire, e para aqueles com um mau Orí diremos Olori Burúkú, aquele de cabeça ruim, fraca.
Olódùnmarè, nosso Deus maior nos deu a perfeição, deixando conosco a sabedoria transcendente, a qual somente poderá ser compreendida com um bom Orí, assim diz o Oríkì (reza), “Nada se faz sem um bom Orí,” nem mesmo nosso corpo tem comando, não anda, não prospera, não tem alegrias, não tem saúde.

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O barulho da sineta

Por que os iniciados no culto usam o Xaorô .
Quando do recolhimento de um iniciado dentro do candomblé quem Nunca se deparou com aquele barulho de sino .
E quando observou era um iyáwô caminhando dentro do Hunkó .
Sim mas não é um simples adorno que usamos nos calcar veja a sua Importância dentro do culto do orisá : Omolú se botava a passear e sair sem destino e sem dar Satisfação Para aonde ia a iyemonjá sua mãe que nesta epoca cuidava de Omolú , Iyemonjá mãe preocupada por não saber aonde Encontrava seu filho e sabendo que as florestas africanas eram Perigosas para não se perder mais de seu filho ela pegou trançou Palha da costa colocou um guizo ( espécie de sineta ) e disse – Pronto de hoje em diante nunca mais lhe perderei meu filho agora Sempre saberei aonde está e aonde se encontra .
Sendo assim o que o xaorô representa .
– O barulho que afasta a mórte .
– O barulho que mostra que o iniciado esta vivo e bem .
– O barulho da proximidade da nova vida com o iniciado .
São anéis providos de guizos utilizados nos tornozelos pelos Iyawos, com uma dupla função, protegê-los de possíveis forças negativas e manter a mãe criadeira informada sobre o movimentos do recém-nascido para o Orisá.
( Iyá ojugbonâ ) mãe criadeira .
Segundo o povo de santo, o xaorô livra o iniciado da morte.
Esses anéis com barulho também são usados nos tornozelos pelas crianças abikús, para afastar os companheiros que tentam vir buscá-los no mundo e lembrar-lhes suas promessas.
No caso dos abikús, constituem verdadeiros talismãs, preparados pelos babás e iyas para que os membros da sociedade dos abikús, Egbé ará orun, deixem nos em paz.
O Xaorô(guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pela percepção do som. Simboliza o ouvido e aquilo que o ouvido percebe, que é reflexo da vibração primordial. A repercussão do Xaorô é o som sutil da revelação.
Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis a serem cumpridas. Universalmente, tem um poder de purificação, afasta as influências malignas ou pelo menos, adverte da sua aproximação.
Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, a obediência à palavra divina, sempre uma comunicação entre o céu e a terra, tendo também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.
Todos os Orisás usam o XAORÔ, mais o mesmo pertence a Omolú Dado por iyemonjá.
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Os Òrìsà Funfun

 

Os “Òrìsà Funfun” são aqueles que vieram com Òbàtálá, seu líder, para Àiyé, ou posteriormente, aderiram ao grupo ou a ele. Praticamente são considerados como um clã ou sua “própria família”. Òbàtálá se tornou o mais conhecido e reverenciado de todos os Òrìsà, por toda terra dos Yorubas e por extensão em todo o Mundo.Òbátálá e Yemowo

– Imagens de Òbàtálá e Yemowo, sua única esposa, no templo de Ìdèta-Ilê em Ilê-Ifé, no bairro de Itapa, anteriormente era no bairro de Ìdèta. –

Alguns dos Òrìsà Funfun* :

1.Òrìsàála, Òrìsà-nla, Òsàla, ou Òbàtálá : O primeiro Òrìsà a ser criado por Olódùmarè.
2.Òrìsàteko ou Eteko Oba Dùgbè : Um grande guerreiro associado a Òbàtálá nas longas disputas de liderança com Odùduwà. Como seu principal templo é em Ìjúgbè, é também conhecido por Òrìsà Ìjùgbè. Este Òrìsà também esta relacionado com a agricultura, dizem que foi o primeiro a cultivar o inhame.
3.Òrìsà Akiré : Um guerreiro poderoso e rico e que tinha muitos escravos, tudo oriundo de espólios de suas conquistas. Seus principais templos são em Ìlàré e em Arùbídì. Dizem uns que Òrìsàkiré é um Òrìsà da paz, da produtividade e da opulência.
4.Òrìsà Aláse ou Olúorogbo : “Aquele que possui o infinito saber”, quem ensinou ao Homem a se comunicar com símbolos e/ou marcas. Dizem que foi ele quem resolveu parte da longa e eterna disputa entre Òbàtálá e Odùduwà.
5.Òrìsàjiyán ou Ògiyán : também Ewúléèjìgbò na cidade de Èjìgbò.
6.Òrìsàlufan ou Olufan : também Òsàlufan na cidade de Ifan.
7.Òrìsà Oko : Òrìsà da agricultura. Da cidade de Ìràwò.
8.Òrìsà Òkè : Òrìsà das colinas e dos montes.
9.Òrìsàròwu ou Òrìsà Lòwu : Na cidade de Owu.
10.Òrìsà Ajagemo : Na cidade de Ede.
11.Òrìsà Olúwofín : Na cidade de Iwofin.
12.Òrìsà Pópó : Na cidade de Ògbómòsó.
13.Òrìsà Eguin : Na cidade de Owú.
14.Òrìsà Jayé : Na cidade de Ijàyé.
15.Òrìsàko : Na cidade de Oko.
16.Òrìsà Olóbà : Na cidade de Òbá.
17.Òrìsà Obaníjìta : …………….
18.Òrìsà Alajere : ………………..
19.Òrìsà Olójó : …………………..
20.Òrìsà Oníkì : ………………….
21.Òrìsà Onírinjà : ……………..
22.Òrìsà Àrówú : ………………..

* Òrìsà funfun – divindades que tem como rito comum o uso de elementos e oferendas de cor branca ou derivada, e tabus alimentares ou outros, por vezes também semelhantes. Quando não, são também assim chamados por fazerem parte do processo da criação – que são os casos, principalmente de Odùduwà e Òrúnmìlà.

* O rito e o culto dos Òrìsà funfun, são tão semelhantes ou quase idênticos, que em vários casos é difícil distinguir se trata de divindades distintas ou são qualidades de Òbàtálá, ou ainda, somente nomes diferentes do mesmo Òbàtálá. Pode, por estes ou outros inúmeros fatores, que o levaram a ser o mais conhecido Òrìsà do panteão, obviamente, sem se esquecer da sua real importância na gênesis yoruba.

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Ancestrais

“Um ancestral que possui filhos e devotos não dorme, não dorme e não esquece sua casa. No Òrun, meu pai, jamais abrace a árvore do esquecimento (jamais esqueça das pessoas que te louvam)”.

Hoje é dia de agradecermos nossa Ancestralidade pela oportunidade de estarmos vivos, homenageando aqueles que andaram em cima dessa Terra antes de nós.

Que nossos problemas, assim como a solução dos mesmos se encontrem nas mãos de nossos ancestrais. Que possamos trabalhar com sabedoria, guiado por sua sabedoria e experiência, criando assim condições de termos uma vida próspera, saúdavel,digna e feliz.

Fonte : Oluwo Ifagbamila Erinfolami Aiyenifa.

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Ataré

O ataré ou pimenta da Costa, é um elemento bastante utilizado em inúmeros rituais do candomblé.
Seu simbolismo provém da força que produz ao ser mastigada e também pelo fato de ela dá força à palavra da pessoa que a mastiga, aumentando o dom de profetização, tanto para coisas positivas quanto para negativas, assim como protege o corpo físico e espiritual da pessoa que a oferece.
É um elemento de predileção de Exu, mas inúmeros outros orixás a aceitam, ela vai em ebós, boris, na produção de atins, nos igbás e em inúmeras outras funções dentro da religião.
Costuma-se soprar grãos de ataré mastigados com gim na porta da rua pra despachar e ter voz de comando junto a Exú, assim como se mastigar pimenta da Costa cedo ao acordar sem escovar os dentes, para ser reconhecido por Exu e Orixá.
Alguns chegam até a cuspir no igbá Exu ataré com gim, fazer seus orikis e seus pedidos com a “força na palavra”.
Quando se acorda pela manha, sem lavar a boca se esta com seu emi, seu halito, seu cheiro natural. O Orixá e Exu sentem e reconhecem nosso cheiro natural. Esse costume de se levantar e antes de fazer qualquer coisa mascar ataré é um costume que provem do povo de Ifá.

 

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