Isefá

É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.
É possível para um homem aprender quando ele se coloca na condição de aprendiz.
Humildade, disciplina e amor, conjunto perfeito para um bom aprendizado.

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Dia 10 de maio de 2016

Coragem

“Quando nosso coração não está forte, falta-nos coragem de ser autênticos ou dizer o que é verdade para nós. Força de coração é ter coragem de ser tudo o que somos em nossas vidas. A palavra ‘coragem’ vem do termo francês coeur, que quer dizer coração e, etimologicamente, significa: ‘a capacidade de defender nosso coração ou nossa essência’. Quando exibimos coragem, demonstramos o poder recuperador de prestar atenção àquilo que tem coração e significado para nós.”
Desconheço a autoria

Angeles Arrien13240515_902773196498097_3109025955225480210_n

Sentimentos reprimidos podem causar dor emocional e doenças físicas.

Desabafar mágoa e ser sincero consigo mesmo é sempre a melhor saída para viver13244629_903393086436108_6218620449893703165_n bem !!!
Quantas vezes agimos assim? São tantas e até automáticas que nem as percebemos, agora, seus resultados podem ser tardios, mas não falhos.
Ainda estamos muito presos aos sentimentos que não são bons, infelizmente eles moram dentro de nós, são as nossas fraquezas inerentes a nossa trajetória no Ayê(terra).
Quando buscamos RELIGIÃO, por conseqüência e envolto de equívocos, buscamos também SOLUÇÃO, poucos sabem que a mudança vem DE DENTRO PARA FORA, e não em sentido oposto.
Ser religioso, não requer somente estar no templo, mas buscar como exercício diário as doutrinas desse templo, religando-se diariamente ao Criador, ao Pai, ao Mestre, independente de nomes. Quando assim conseguimos fazer, quando nos dispomos a realizarmos com mais freqüência esse exercício, começa brilhar aos nossos olhos assim como os primeiros raios de sol, a tão sonhada MUDANÇA. Reformar-se é preciso. Lógico para quem quer, pois está aí o tão famoso livre-arbítrio.
Cedendo as nossas fraquezas, acumulamos dentro de nós verdadeiros VENENOS, tais como: MÁGOA, RAIVA, ÓDIO, VINGANÇA E ETC. Tudo isso é muito fácil vir à tona, explodir, principalmente quando o dia não foi um dos melhores. Mas aí? Se explodir? Terá um breve momento de realização, capaz até de dizer: “Tão vendo? Consegui, me pagou”. Mas talvez se estivesse feito o caminho inverso, digo que seria difícil digerir, mas depois de digerido, eliminamos todos esses VENENOS que um dia fatalmente se transformariam em graves casos de CÂNCER, e isso a ciência já explica.
HOJE EU APRENDI A VER E NÃO ENXERGAR; A ESCUTAR E NÃO OUVIR, E PRINCIPALMENTE A CALAR-ME NO MOMENTO CERTO. Sigo exatamente o que minha espiritualidade me intui, quando já bati “muito com a cara na parede”. Uma hora a gente cansa uma hora a gente aprende.
É por essas e outras, que quando peço, peço por todos, pois a espiritualidade sabe quem é merecedor, e eu não. E o meu dever de Sacerdote é pedir o bem da minha comunidade.
Eledumare, Criador, criação e total existência de tudo, eu criatura rogo a ti a sua infinita Luz, que eu não as veja, e sim as enxergue; rogo a tua voz em meus ouvidos, que eu não as escute, mas sim as ouça; rogo SABEDORIA para assimilar em meu ORI a sua luz, voz e misericórdia que é infinitamente fruto do AMOR UNIVERSAL.
Pai Alex de Oxaguiã.

As qualidades do médium Umbandista

Muitos ao lerem o título irão dizer, que as qualidades são: AMOR, FÉ E CARIDADE, mas esses valores infelizmente não bastam para que aquele médium tenha as qualidades necessárias, são sim a base, o fundamento dos que virão logo a seguir.

COMPROMETIMENTO: hoje em dia estamos nos deparando com um grande aumento do número de jovens em nosso seguimento, e isso nos deixa muito felizes, porque esses médiuns serão nossa herança, mas ao mesmo tempo nos deixa preocupados, será que a juventude umbandista está tendo realmente a força e o suporte, acompanhamento necessário para o bom desempenho mediúnico e espiritual dentro da Umbanda? Será que vão ter maturidade para suportar as dificuldades que irão vir?

Porque algumas questões já são difíceis para os mais amadurecidos dentro da religião, para os mais jovens então não será tarefa fácil, explico: o médium deve primeiramente estar disposto ao serviço, sua vontade, seus valores morais serão cruciais para que consiga realizar até o final sua missão espiritual, deverá possuir em suas qualidades morais e espirituais valores não só de comprometimento, mas de abnegação, resiliência, determinação. Porque terão momentos que o dever espiritual irá lhe privar de momentos de distração e divertimento. O dever mediúnico como servidor e instrumento do astral irá lhe privar de momentos festivos por exemplo, para estar ali dentro do terreiro prestando a caridade, cedendo sua matéria aos guias e mentores no trabalho de cura e amor ao próximo. E muitos obstáculos virão até de pessoas que lhe terão muita estima, mas que desconhecem sobre os caminhos do mundo espiritual, que cobrarão e exigirão suas presenças nesses momentos festivos, e será nessa hora que o médium deverá optar pelo que é mais importante para o todo, se sua missão mediúnica ou uma festa. Claro que terá os momentos de que essas situações serão bem conciliadas, mas terá outros que não. Tem um ditado que diz: o cabo da enxada poderá ser forte e sua lâmina nova, mas se quem o empunha não tiver a força e garra necessárias nenhum trabalho será realizado. O médium deve ter plena certeza da responsabilidade do seu papel como instrumento na obra do espiritual.

A RESISTÊNCIA: Muitos médiuns se perdem na vaidade, no ego doentio, e no orgulho. Muitos usam de seus dons mediúnicos de uma forma irresponsável e manipulativa. Quando um médium começa a se destacar dentro de um terreiro através de seus guias e mentores, ele terá que resistir as tentações que lhe apresentarão pelo seu caminho, tentações bem carnais até mesmo de luxúria e volúpia de sentimentos, onde devido ao seu destaque, poderá fazer escolhas erradas, usando de seus dons para proveito próprio e se esquecendo do seu papel de servidor e instrumento.

Contarei a história de Manoel, um médium excelente, com guias e mentores que faziam curas espetaculares, todos amavam seus guias e a ele. Mas Manoel estava vivendo um momento de carência afetiva, de solidão e falta de dinheiro. E muitos dos consulentes que se apresentavam a ele lhes oferecia quantias de dinheiro em troca de seus préstimos espirituais, no começo resistente a esses chamamentos escusos, agradecia e negava. Mas Manoel conheceu Patrícia, uma mulher maliciosa, interesseira que viu naquele médium uma fonte de renda fácil. Patrícia se aproveitou da carência afetiva de Manoel e começou a seduzi-lo de todas as formas, ao ponto que em pouco tempo Manoel estava de joelhos a seus pés. Patrícia começou a cobrar de Manoel condições financeiras mais favoráveis e começou a exigir que passasse a cobrar seus tratamentos mediúnicos e espirituais. Seus guias e mentores incessantemente usavam de todos os meios para o desviar da queda inevitável, eram em sonhos, em mensagens, usando da boca e intuição de outros médiuns mas nada adiantou. E Manoel não conseguiu resistir e com medo de perder a companheira lhe fez sua vontade escusa. Manoel em pouco tempo começou a afastar os seus guias e mentores dando passividade a outro tipo de ordem espiritual que se sintonizavam com tais malefícios e sortilégios e pouco tempo estava fazendo toda uma série de feitiçarias negativas em troca de altas quantias em dinheiro. Manoel e Patrícia se enriqueceram, mas a lei do retorno tarda mais não falha. Mas a falta de resistência nos valores morais e espirituais, levou Manoel a queda certa, onde foi sucumbido por um câncer agressivo que lhe tirou a vitalidade e posteriormente a vida. Os espíritos negativos que fazem uso desses médiuns corrompidos lhe sugam até as últimas forças, porque o maior objetivo destes é lhes tirar a vontade, a evangelização, e cabe ao médium tomar cuidado para não lhes ceder solo fértil. Patrícia foi um instrumento desses espíritos, onde também não teve um bom final, sofrendo um acidente terrível que lhe impossibilitou de andar.

CORAGEM: Muitos médiuns se perdem no caminho espiritual por falta de coragem, possuem tanto medo do espiritual, que não se abrem a ele, se bloqueiam de tal forma que como instrumentos ficam inutilizados, quebrados, uma viola sem cordas para o bom músico tocar.

Muitos médiuns quando iniciam sua trajetória possuem tanto medo de errar que não se deixam acertar. Mas se esquecem que as vezes o erro é o caminho para o acerto, para a correção.

É preciso coragem, para aprender, para acertar, e se para aprender é necessário errar que assim seja, estamos numa grande escola somos meros aprendizes.

Coragem também se faz necessária nas escolhas certas que muitas vezes são difíceis de serem tomadas, mas que o resultado compensa no final.

HUMILDADE: Médiuns cuidado com os elogios exagerados, os endeusamentos vindo de outras pessoas, os puxa saquismos, cuidado com o amaciamento do ego, lembre-se que você é apenas um bom instrumento mas que a boa música é produzida pelo artista que o toca, seus guias e mentores, cuidado para não se achar a própria manifestação deles em terra. O elogio amacia o ego, nos faz se sentir bem, comprova que estamos fazendo um bom trabalho como médiuns, mas devemos saber recebê-los com sabedoria e comedimento. O Médium de Umbanda precisa tomar muito cuidado com a vaidade, porque a Umbanda não é luxo e nem paetês, é beleza singela, simples. Cuidado no chamar a atenção para si em demasia, talvez você esteja se colocando num papel que não te pertença, lembre-se você é apenas o mediador. Se coloque no seu lugar. Quando um médium esteja querendo chamar mais a atenção para si, para suas vestimentas, com luxos desnecessários ele está fugindo e muito do que seja um médium umbandista.

SABEDORIA: Para o que muito foi dado, muito será cobrado. Um dirigente espiritual precisa tomar cuidado dobrado, sua missão no ajudar a conduzir almas é de suma responsabilidade, e terá que se vigiar quanto a exemplo a serem seguidos. Os médiuns de sua seara espiritual se espelharam nele como médium. Seus valores espirituais e mediúnicos lhes servirão como base. Ele será a árvore e seus filhos seus frutos que irão gerar novas sementes com a mesma qualidade. Deverá ter sabedoria no conduzir dessas vidas, sabendo que muitas vezes terá que tomar decisões que exigirão renúncia para que o certo e o bem reinem e prevaleçam. Muitos dirigentes se perdem na arrogância, na falta de estudo e conhecimento, acabam por corromper bons médiuns por falta de conduta, e infelizmente isso terá um preço perante o espiritual, quando corrompe um bom soldado ele coloca em risco todo o exército.

POSTURA e DISCRIÇÃO: Está ai uma questão que muitas vezes é negligenciada muitas vezes por conveniência. Um médium não é somente médium quando está dentro do terreiro, ele deve entender que ele não deixa de ser médium, não tem um botãozinho que o liga e desliga. Muitas vezes vemos médiuns com posturas horríveis, extremamente dissimulados, fofoqueiros, mentirosos, invejosos, beberrões, promíscuos, viciados em drogas. O médium como um veículo, um instrumento ele está sujeito a uma série de influências espirituais e quando cede a certas posturas não condizentes está abrindo canais para ataques espirituais que tentaram usar de suas fraquezas para o corromper. Fora que um médium com comportamentos como esses descritos, perante a sociedade religiosa a qual pertença fica desacreditado, mal visto, e sujeito a uma série de julgamentos, que poderiam ser evitados caso tivesse compostura. Quem irá por crédito num médium promíscuo, que vive embrigado ou mesmo se drogando? que veracidade e confiabilidade terá seus guias e mentores? infelizmente nenhuma, será apenas mais um instrumento que foi quebrado e inutilizado. Fora que por mais que esses médiuns tenham bons guias e mentores chegara o tempo que após resolutas tentativas de esclarecimento irão se afastar por questões de sintonia vibratória.

O DOM: dons como o de clarividência, vidência, audição, olfativo, devem sempre serem usados para o benefício e caridade do próximo, nunca como meio e sim como fim. Esses dons quando bem trabalhados salvam vidas, mas o inverso também lhes cabe quando usados por médiuns corruptos e gananciosos, que usam de seus dons como especulação para se tirar proveito e manipular pessoas crédulas e ingênuas. Os dons devem ser utilizados com sabedoria e cautela.

COOPERAÇÃO: quando o trabalhador está pronto, o serviço lhe aparece. O médium é o trabalhador que deve estar sempre querendo ajudar o seu próximo como a si mesmo, o bem praticado a outrem, nos irá servir de balsamo em outras paragens. O espírito de cooperação lhe é essencial. Lembrando que nem sempre esse espírito de cooperação será dado a alguém que tenha em alta estima, deverá essa vontade cooperativa estar disponível a quem o necessitar. Lembrando que tal cooperação é muitas vezes responsável pela evolução, evangelização, redenção e perdão dos espíritos. ESSE SERVIÇO DE COOPERAÇÃO SEMPRE TERÁ UM ENVIADO DE DEUS A ACOMPANHAR E AMPARAR.

GENEROSIDADE E BONDADE: Médiuns ser generoso e bondoso não se limita as questões espirituais e mediúnicas dentro do terreiro, devem ser estandarte, lema e objetivo de vida.

“O Inferno não é como nos ensinaram na infância um lugar de fogo, mas nosso Inferno e nosso Céu são criados conforme as escolhas que fazemos. E colheremos. Mas toda vez que causamos dor e sofrimento estamos criando nosso próprio inferno. Sendo assim escolha o caminho”.

ATENÇÃO – OUVIDOS E OLHOS: O ato de ouvir é diferente de escutar, ouvir é uma consequência de sons a nosso redor que não conseguimos evitar, escutar é voltar nossa atenção ao que é dito é dar importância. Alguns médiuns se perdem no caminho porque não escutam o bom aconselhamento, ouvem mas não dão importância, sua teimosia os cega, e os leva a cometer falhas graves que possivelmente lhes irá prejudicar não só a si como aos outros ao seu redor. Quando um guia dá um bom conselho, escutem. Eles provavelmente estão querendo lhes poupar de sérios sofrimentos. Só lembrando que a escolha pertence ao médium e suas consequências também.

O ver e enxergar, o ato de ver é algo superficial, não guardamos e muitas vezes logo em seguida nem conseguimos dizer exatamente o que estava ali. O enxergar é algo mais profundo, não se limita ao físico, sua mente está aberta a percepções intuitivas, você memoriza, guarda e registra no mais profundo do seu ser. Enxergar é ver além das aparências, das falas do palpável, diria que enxergar as coisas é um dom muito além da própria intuição.

O médium deve estar atento e não julgar precipitadamente nada no contexto espiritual e mediúnico. Mas sim ficar atento em todo seu contexto que lhe apresente.

REALIDADE – PÉS NO CHÃO SEMPRE: o médium deve se dedicar ao estudo e conhecimento, porque estudando, buscando boas doutrinas, não irá cair no excesso de fantasia, onde vemos médiuns sugestivos fazerem papéis constrangedores usando da roupagens dos guias e entidades. O médium deve primeiramente entender que o mundo espiritual não é o mundo de Hogwarts, costumeiramente vemos cenas que se não fossem trágicas seriam cômicas, médiuns fantasiosos que extravasam suas imaginações perturbadas usando nomes de entidades e guias sérios. Outros usam da roupagem de seus guias para extravasarem suas raivas e emoções, num verdadeiro passar o carro na frente dos bois. O dirigente deve orientar e corrigir com veemência, caso contrário está fadado a tornar seu terreiro um circo, um mero teatro de atores ruins.

IDONEIDADE: seja correto ao lidar com a espiritualidade, não a menospreze e nem negligencie. Muitos espíritos dependem que sua missão seja realizada com honestidade, e seriedade. Eles torcem por você, é o soldado que volta vitorioso depois da guerra travada. Os benefícios serão pesados juntamente com os malefícios, que o bem praticado esteja em maior cota na balança da justiça divina. O soldado quando derrotado perante as tentações do mundo, volta para casa calejado, ferido, adoentado, envergonhado da missão não realizada, o hospital dos médiuns o irá amparar, mas a recuperação será difícil e dolorosa, exigira muita vontade de viver novamente.

Vai por mim, o lado certo sempre vence, pelo simples fato que há uma força grandiosa de luz que conspira a favor.

Quando você ergue seus olhos a luz do bem, ela não te cega, ela te toma, vira teu escudo sua fortaleza.

Médiuns não queiram partir desse mundo de mãos vazias, o cultivo das boas ações espirituais e mediúnicas, devem gerar uma colheita farta. O trabalhador deve ter suas mãos carregadas de luz, para que com ela abra as portas do outro mundo. Orai e Vigiai porque as armadilhas do inimigo são muitas, sejam o balsamo do caminho do viajante.

Por Cristina Alves
SANTO ANDRÉ/SP

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EU SOU MÉDIUM… o que eu faço?

Caro (a) leitor(a) − Tanto para dinamizar e tornar
agradável a sua leitura quanto para facilitar a sua
compreensão, este texto está no formato de
perguntas e respostas especiais. Por que especiais?
Porque, em primeiro lugar, dentro da liberdade
que a literatura permite aos autores, as perguntas
são feitas por um fictício médium que precisa e
quer estudar e compreender a sua mediunidade de
“incorporação”. E em segundo lugar, também
dentro dessa liberdade literária, quem dá a maioria
das respostas é outro fictício médium que já
estudou e bem compreendeu a sua tão bendita
mediunidade de “incorporação”. Bom proveito!

01
LEMBRETES
Somente nós, os encarnados, temos corpo físico, esse nosso mortal corpo de carne e osso. Os
desencarnados, como é óbvio, não têm corpo físico, e sim outro tipo de corpo, que não vem ao
caso.
O mundo dos encarnados é este nosso mundo, que chamamos de plano físico, onde vivemos e
podemos atuar utilizando o nosso corpo físico. O mundo dos desencarnados é outro, que não
vem ao caso.
Com raríssimas exceções, somente nós, os encarnados, podemos atuar diretamente aqui no
plano físico da Terra, utilizando o nosso corpo físico para realizarmos ações concretas e visíveis
a olho nu por nós próprios (as nossas ações normais do nosso cotidiano) por exemplo, andar,
falar, trabalhar, praticar esportes, ouvir, sentir, etc. Pois bem! Uma dessas raríssimas exceções é
justamente a mediunidade de “incorporação”…

02
QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO DESPERTAR
DA MEDIUNIDADE DE “INCORPORAÇÃO”
Primeiro fato conhecido − Para “incorporar” no seu médium, o guia mediúnico atua naquele
médium de maneira tal que sempre repercute no sistema nervoso neurovegetativo do corpo físico
daquele médium.
Segundo fato conhecido − No nosso corpo físico, é o nosso sistema nervoso neurogetativo, ou
sistema nervoso autônomo, que produz, mantém e gerencia o funcionamento de todos os nossos
aparelhos e órgãos. Também é nesse nosso sistema nervoso que imediatamente repercutem as
nossas emoções de medo, aflição, preocupação, etc.
Portanto, considerando esses dois fatos conhecidos, podemos concluir que os sintomas
clássicos do despertar da mediunidade de “incorporação” são, no cotidiano, “inexplicáveis” e
súbitas alterações no funcionamento do nosso sistema nervoso neurovegetativo, por exemplo,
respiração ofegante, palpitação, suor frio ou quente, etc., e/ou “inexplicáveis” angústias,
ansiedades, tristezas, etc.
Outro sintoma clássico do despertar da mediunidade de “incorporação”, muito conhecido nos
centros espíritas, normalmente ocorre quando e enquanto o novo médium toma passes
magnéticos e principalmente mediúnicos: Ele tem momentos de semiconsciência e/ou a sua
cabeça e/ou todo o seu corpo físico fica balançando.
Observação − Como é evidente, logo após a mediunidade de “incorporação” ter se desenvolvido
satisfatoriamente, todos aqueles desagradáveis sintomas desaparecem.

03
EU SOU MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”.
MAS… O QUE É ISTO?
No caso específico dessa minha mediunidade, eu sou médium de “incorporação” porque eu
sou dotado da seguinte capacidade extrafísica:
Em determinados momentos e sob determinadas circunstâncias, determinados
desencarnados podem utilizar todo o meu corpo físico − “por empréstimo” − para eles
realizarem palestras, darem passes mediúnicos, fazerem consultas espirituais, etc.
Em outras palavras − Eu sou médium de “incorporação” porque determinados desencarnados
podem “tomar emprestado” o meu corpo físico para eles atuarem aqui nesse nosso mundo físico
e executarem, através do meu corpo físico, determinadas ações concretas e visíveis a olho nu.

04
PORQUE A PALAVRA “INCORPORAÇÃO” ESTÁ ENTRE ASPAS?
Porque, ao pé da letra, nessa minha mediunidade o desencarnado não me incorpora, ou seja,
ele não entra no meu corpo físico, e sim ele se liga ao meu corpo físico para assim poder utilizalo
“por empréstimo”.
Mas, é verdade, para fazer essa indispensável ligação com o meu corpo físico, o desencarnado
precisa ficar bem perto do meu corpo físico, normalmente próximo das minhas costas.
05
POR QUE ESSA MINHA MEDIUNIDADE
É UMA CAPACIDADE EXTRAFÍSICA?
Tudo aquilo que eu mesmo faço ou percebo com o meu próprio corpo físico, são minhas
capacidades físicas, ou capacidades do meu corpo físico. Os exemplos, como já vimos, são
andar, gesticular, falar, ouvir, pensar, ter sentimentos, etc., ou seja, realizar todas as nossas ações
cotidianas, corriqueiras ou não.
No caso da minha mediunidade de incorporação, quem usa − “por empréstimo” − o meu
corpo é um desencarnado, portanto, essa minha mediunidade é uma minha capacidade extrafísica
porque é uma capacidade que está além das capacidades do meu corpo físico.
Observação − Sem nenhuma exceção, todas as mediunidades são capacidades extrafísicas porque não são
capacidades do corpo físico.

06
TODO MUNDO É MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”?
Não! Embora todo mundo seja médium de determinadas mediunidades − e embora essa
minha mediunidade seja, pelo menos aqui no Brasil, a mais comum, freqüente, conhecida e
popular − nem todas as pessoas são médiuns de “incorporação”.
Em outras palavras − Nem todos os encarnados têm a capacidade extrafísica que eu tenho de
poder “emprestar” o meu corpo físico a desencarnados para eles agirem aqui no mundo físico, ou
seja, aqui neste nosso mundo dos encarnados.

07
POR QUE EU TENHO MEDIUNIDADE DE “INCORPORAÇÃO”?
Porque, antes de eu encarnar nesta minha atual vida física, o meu pedido para nascer médium
de “incorporação” foi aceito e, conseqüentemente, eu me comprometi a bem cumprir o meu
Mandato Mediúnico.

08
MEU PEDIDO???
EU NÃO PEDI PARA NASCER MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”!
É verdade, eu não pedi! Eu implorei! Eu roguei! Eu supliquei aos meus mentores e amigos
espirituais para eu nascer (como nasci) médium de “incorporação”.

09
POR QUE EU FIZ ISTO?
Porque eu já sabia que, se aquele meu pedido fosse aceito (como foi) eu nasceria médium de
“incorporação” (como nasci) e assim, se eu bem cumprir o meu Mandato Mediúnico, o meu
prêmio será grande, muito grande! Enorme!

10
QUE ENORME PRÊMIO É ESTE?
Na realidade são (ou poderão ser) dois magníficos prêmios. O primeiro é a minha profunda
satisfação espiritual resultante dos meus bons serviços prestados aos meus próximos através
dessa minha mediunidade de “incorporação”. O segundo poderá ser a minha premiação com a
chamada “pena cármica alternativa”.
Em palavras mais claras − Uma parte dos meus grandes (ou enormes) débitos cármicos atuais
− que normalmente me causariam enormes e longos sofrimentos − poderão ser trocados pelo
meu exercício gratuito, em benefício da comunidade, dessa minha mediunidade de
“incorporação”.
Observação − A própria justiça terrena utiliza essa chamada “pena alternativa”, trocando anos de cadeia por
serviços gratuitos prestados à comunidade.

11
QUE MARAVILHAS ESSES PRÊMIOS! NÃO SÃO?
Depende! Sempre depende do meu livre-arbítrio, haja vista que, neste caso, eu sempre tenho
três opções:
Primeira opção (excelente) − Se eu bem cumprir esse meu Mandato Mediúnico − ou seja, se
eu exercer essa minha bendita mediunidade de “incorporação” com boa vontade, amor,
fraternidade, solidariedade, dedicação, responsabilidade, alegria, etc. − será ótimo para mim
porque, além da minha profunda satisfação pessoal de eu bem servir aos meus próximos, eu serei
beneficiado com a quitação de uma significativa parcela dos meus débitos cármicos, de maneira
proporcional ao bem que eu tiver causado aos meus próximos através dessa minha tão bendita
mediunidade de “incorporação”.
Segunda opção (ruim) − Se eu mal cumprir esse meu Mandato Mediúnico − ou seja, se eu
exercer essa minha bendita mediunidade de “incorporação” sem boa vontade, sem amor, sem
fraternidade, sem solidariedade, sem dedicação, sem responsabilidade, sem alegria, etc. − será
ruim para mim porque, em primeiro lugar, eu não terei aquela satisfação íntima, em segundo
lugar, apenas uma pequenina parcela dos meus débitos cármicos serão quitados, e em terceiro
lugar, eu terei contraído novos débitos cármicos conseqüentes daquela minha má maneira de
exercer a minha tão bendita mediunidade de “incorporação”.
Terceira opção (péssima) − Se eu não cumprir esse meu Mandato Mediúnico − ou seja, se eu
firmemente me recusar a exercer essa minha tão bendita mediunidade de “incorporação” −
além de, obviamente, eu não ter nenhuma satisfação íntima e não receber quitação de nenhum
débito cármico, eu terei aumentado muito os meus débitos cármicos, como conseqüências
daquela fragorosa derrota do meu Mandato Mediúnico.

Observação − As conseqüências do mau exercício mediúnico, e mais ainda da recusa do médium em exercer a
sua mediunidade, são ainda maiores porque cada Mandato Mediúnico é um elo de uma corrente de trabalho
espiritual que compreende as correspondentes equipes de guias mediúnicos. Em outras palavras, esse parcial ou
total fracasso mediúnico implica em graves e sérios prejuízos ao trabalho do bem aqui na Terra.

12
ENTÃO… O MEU MANDATO MEDIÚNICO É…
Em resumo, o meu Mandato Mediúnico é simplesmente eu bem exercer, da melhor maneira
possível, essa minha bendita mediunidade de “incorporação”.
Em outras palavras − O meu Mandato Mediúnico consiste em eu exercer essa minha
mediunidade de “incorporação” sempre gratuitamente e sempre com boa vontade, amor,
fraternidade, solidariedade, dedicação, responsabilidade, alegria, etc.
Adiante veremos mais detalhes.

13
E COMO FICAM OS MEUS COMPROMISSOS MATERIAIS?
Somente os espíritos superiores que nasceram médiuns de “incorporação” (por exemplo, o
saudoso e querido Chico Xavier) estão dispensados, dentro do possível, das obrigações materiais
como emprego, família, etc. Nós, espíritos ainda no início da nossa evolução, precisamos bem
cumprir todas essas nossas obrigações materiais.
Portanto, o exercício da minha mediunidade de “incorporação” será feito apenas nas minhas
horas vagas, ou seja, naqueles momentos permitidos pelas minhas obrigações profissionais,
familiares, sociais, etc.
Observação − É lógico que, caso a caso, essas horas vagas variam muito, inclusive considerando o necessário
lazer. Mas, em todos os casos, o bom médium sempre se empenha para utilizar o máximo possível das suas horas
vagas para exercer a sua mediunidade de “incorporação”.

14
O QUE É DESENVOLVER UMA MEDIUNIDADE?
Antigamente, quando eram ainda menores os nossos conhecimentos das mediunidades,
achávamos que desenvolver uma mediunidade era acelera-la praticamente à força. Mas agora,
felizmente, sabe-se que não é nada disto, haja vista que, em cada médium, a sua mediunidade,
em sendo um processo natural, tem seu próprio tempo de afloração, crescimento e maturação.
Assim sendo, em um médium a sua mediunidade pode, subitamente, se manifestar plenamente,
mas em outros médiuns pode demorar dias, semanas, meses ou anos. Enfim, nas mediunidade
cada caso realmente é um caso.
Além disto, também se sabe que a melhor maneira possível de desenvolver uma mediunidade
em um médium é desenvolver o médium, melhor dizendo, é o próprio médium se desenvolver.
Portanto, eu sei que eu mesmo devo me desenvolver como médium, ou seja, eu mesmo devo
desenvolver os meus conhecimentos e as minhas aptidões de médium de “incorporação”.

15
COMO EU DEVO ME DESENVOLVER
COMO MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”?
Em qualquer atividade humana, somente aqueles que adquirem os necessários e suficientes
conhecimentos teóricos e práticos podem ser competentes. Além disto, após adquirir os
conhecimentos iniciais, sempre é indispensável o constante aprimoramento.
Portanto, para eu bem me desenvolver como médium de “incorporação”, é absolutamente
indispensável que, após eu adquirir aqueles conhecimentos indispensáveis, continuamente eu
aprimore tanto os meus conhecimentos teóricos quanto a minha prática da minha mediunidade.
Textos Originais Completos da Apostila
EU SOU MÉDIUM… o que eu faço? – © Francisco de Carvalho
Material postado ou a postar no site PortaLuz www.portaluz.com.br
São permitidas reproduções desta apostila na íntegra, ou seja, desde que sem nenhum tipo de alteração.
Salvador BA − março de 2006 – pg. 7
Observação − Como sabemos, infelizmente existem médiuns de “incorporação” que exercem suas mediunidades
sem a menor preocupação tanto em estuda-la quanto em se desenvolver como médium. Eles nem sequer se
preparam convenientemente nos dias dos seus trabalhos mediúnicos. Como é óbvio, essas pessoas podem ser
consideradas (no mínimo) como médiuns relapsos e irresponsáveis!.

16
COMO EU DEVO DESENVOLVER
OS MEUS CONHECIMENTOS TEÓRICOS
DA MINHA MEDIUNIDADE DE “INCORPORAÇÃO”?
Por um lado − Pelo menos eu devo ler e estudar livros e apostilas sobre este assunto, por
exemplo (e principalmente) o célebre “Livro dos Médiuns”, de autoria de Allan Kardec. Mas o
desejável é que eu também leia e estude obras sobre temas correlatos e assemelhados, por
exemplo (e principalmente) os também célebres “Livro dos Espíritos” e “O Evangelho segundo o
Espiritismo”, ambos de autoria de Allan Kardec.
Por outro lado − Dentro das minhas possibilidades, eu devo assistir palestras e participar de
cursos, seminários, etc. sobre esses assuntos.

17
EM SEGUIDA AO DESABROCHAR
DA MINHA MEDIUNIDADE DE “INCORPORAÇÃO”,
O QUE EU DEVO FAZER?
Sem nenhuma dúvida, o desabrochar da minha mediunidade de “incorporação” sempre é
(salvo raríssimas exceções) uma inevitável fase crítica porque:
Em primeiro lugar − Eu sinto, no meu corpo físico, aqueles desagradáveis sintomas já
mencionados.
Em segundo lugar − Eu posso ficar meio perturbado porque é possível que eu tenha
pensamentos, sentimentos, vontades e desejos que eu não sei se são meus ou de desencarnados.
Em terceiro lugar − Eu ainda não tenho suficientes conhecimentos sobre a minha mediunidade
de “incorporação.
Portanto, nessa normalmente crítica fase inicial da minha mediunidade de “incorporação”, as
minhas prioridades absolutas devem ser duas:
Primeira prioridade − Através daqueles livros, apostilas, palestras, cursos, seminários, etc., eu
devo adquirir os conhecimentos necessários e suficientes sobre a minha mediunidade de
“incorporação” e temas correlatos e assemelhados.
Segunda prioridade − Eu devo tomar passes magnéticos ou (melhor ainda) passes mediúnicos
pelo menos duas vezes por semana, e se possível mais vezes. Por que fazer isto? Porque esses
passes, em sendo competentes, sempre atuam beneficamente nas minhas energias extrafísicas e,
conseqüentemente, facilitam, ajudam e estimulam o sadio desenvolvimento da minha
mediunidade de “incorporação”.

18
COMO MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”,
EU SÓ INCORPORO BENFEITORES ESPIRITUAIS?
Ah… essa é mais uma maravilha da minha mediunidade de incorporação! Motivo:
Evidentemente sempre sob a supervisão direta e eficaz dos meus mentores espirituais, eu
tanto posso “incorporar” guias espirituais, que auxiliarão muitas outras pessoas com passes
mediúnicos e/ou consultas e/ou palestras, etc., quanto posso “incorporar” aqueles meus irmãosem-Deus
que ainda estagiam nas sombras e nas trevas espirituais (obsessores e espíritos maus
e/ou sofredores) para assim eles poderem ser doutrinados, assistidos e auxiliados.

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DE QUE NÍVEL EVOLUTIVO PODEM SER
OS GUIAS ESPIRITUAIS QUE EU “INCORPORO”?
Ah… essa é outra maravilha da minha mediunidade de “incorporação” porque, caso a caso − a
depender de vários fatores, tais como afinidade entre o médium e os guias espirituais,
treinamento prévio do médium, necessidades específicas de determinados trabalhos espirituais,
etc. − os guias espirituais que “incorporam” em mim, embora todos sejam trabalhadores do bem
e da luz, podem ser de diferentes níveis evolutivos e hierárquico.
Por exemplo, podem ser elevados mentores, como Dr. Bezerra de Menezes, ou os valentes
caboclos, ou os humildes e sábios pretos-velhos e pretas-velhas, ou os destemidos e heróicos
exus que, além de atuarem diretamente nas trevas, levando as luzes espirituais e enfrentando de
frente as forças trevosas, são preciosíssimos guardiões tanto de casas espirituais de luz quanto de
benfeitores espirituais que atuam no plano físico.
Observação − Vale a pena esclarecer que − apenas para determinados cultos afro-brasileiros − chama-se de
exus um determinado tipo de temíveis entidades, normalmente caracterizadas como pequenos “diabos”, capazes
de praticarem grandes males. Infelizmente, muito infelizmente, esse lamentável equívoco está praticamente
generalizado na cultura popular. Mas, como bem esclarecem nossos mentores, principalmente através da
Umbanda, exus são trabalhadores do bem e portadores da luz espiritual, que atuam diretamente nas trevas,
executando aquelas heróicas tarefas espirituais junto a seres trevosos.

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EU JÁ OUVI FALAR EM TREINAMENTO PRÉVIO
DO MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”?
O QUE É ISTO?
Antes de eu encarnar, aconteceu comigo o seguinte fato que também ocorreu com todos os
demais médiuns de “incorporação”:
Após a espiritualidade aceitar o meu pedido para eu nascer médium nesta minha atual
encarnação, eu, antes de encarnar, fui encaminhado para uma Escola de Médiuns, na qual,
durante anos a fio, fui treinado para o bom exercício da minha mediunidade de
“incorporação”.
É lógico que, conscientemente, eu não me lembro daquele aprendizado por causa das
limitações do meu corpo físico. Mas, na medida em que atualmente eu estudo e aprimoro a
minha mediunidade, aqueles conhecimentos naturalmente vão aflorando na minha mente, nem
que seja de maneira inconsciente.
Observação − Pela lógica, com todos os demais tipos de médiuns aconteceu a mesma coisa, ou seja, todos eles
tomaram aqueles cursos pré-encarnatórios específicos sobre a mediunidade de cada um deles.

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EU TAMBÉM JÁ OUVI FALAR
DAS METAS ENERGÉTICAS DO BOM MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”.
O QUE É ISTO?
Na realidade, para tratar deste tão importante e útil assunto precisaríamos estudar e
compreender a fundo o Magnetismo Humano Extrafísico. Mas ocorre que este assunto é muito
amplo e profundo, portanto, não cabe nesta nossa apostila. Então o único jeito é respondermos de
maneira bem resumida:
No nosso cotidiano, todos os nossos pensamentos, palavras, sentimentos, emoções, ações, etc.
produzem as nossas correspondentes energias extrafísicas, as quais, na maior parte, dirigem-se
para o nosso campo magnético extrafísico, onde permanecem. Analisemos duas hipóteses:
Primeira hipótese (excelente) − Na esmagadora maioria das vezes, os meus pensamentos,
palavras, sentimentos, emoções, ações, etc. são positivos e potentes. Por exemplo, calma, alegria,
bom humor, simpatia, fraternidade, solidariedade, honestidade, lealdade, etc. Conseqüentemente,
o meu campo magnético extrafísico será muito positivo e potente.
Segunda hipótese (péssima) − Na esmagadora maioria das vezes, os meus pensamentos,
palavras, sentimentos, emoções, ações, etc. são negativos, muitos deles potentes. Por exemplo,
raiva, ódio, tristeza, mau-humor, antipatia, mágoa, ciúme, rancor, cólera, desonestidade, etc.
Conseqüentemente, o meu campo magnético extrafísico será muito negativo e potente.
Ora, considerando-se que o meu guia mediúnico, para se “incorporar” em mim, forçosamente
precisará entrar em contato direto com as energias do meu campo magnético extrafísico, aquelas
duas hipóteses implicam no seguinte:
Por um lado − Se o meu campo magnético extrafísico estiver positivo e potente, isto auxiliará
(e auxiliará muito) o meu guia mediúnico a se “incorporar” em mim. Além disto, enquanto ele
estiver “incorporado” em mim, aquelas energias positivas e potentes do meu campo magnético
extrafísico o auxiliarão a bem executar seu trabalho mediúnico.
Por outro lado − Se o meu campo magnético extrafísico estiver negativo e potente, isto
dificultará (e dificultará muito) o meu guia mediúnico a se “incorporar” em mim. Além disto,
enquanto ele estiver “incorporado” em mim, aquelas energias negativas e potentes do meu
campo magnético extrafísico dificultarão o seu trabalho mediúnico.
Portanto, eu − na qualidade de bom médium de “incorporação” − devo ter as seguintes metas
nas 24 horas do meu dia-a-dia:
Minha primeira meta − Eu sempre me empenho ao máximo para gerar a menor quantidade
possível de energias negativas, principalmente as potentes. Por exemplo, raiva, ódio, tristeza,
mau-humor, antipatia, mágoa, ciúme, rancor, cólera, desonestidade, etc.
Minha segunda meta − Eu sempre me empenho ao máximo para gerar a maior quantidade
possível de energias positivas e potentes. Por exemplo, calma, alegria, bom humor, simpatia,
fraternidade, solidariedade, honestidade, lealdade, etc.

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EM DETALHES, COMO EU DEVO
BEM CUMPRIR O MEU MANDATO MEDIÚNICO?
É preciso considerar quatro tempos diferentes do meu dia-a-dia: O dia da prática da minha
mediunidade, os demais dias, os momentos imediatamente anteriores à prática da minha
mediunidade, e durante a prática da minha mediunidade:
O dia da prática da minha mediunidade − Dentro do possível, porém com mais vigor do que
nos meus demais dias, eu sempre me empenho para realizar aquelas minhas duas metas
energéticas que acabamos de ver.
Os demais dias − Dentro do possível, além de eu sempre me empenhar para realizar aquelas
minhas duas metas energéticas, eu leio e estudo livros sobre a minha mediunidade e assuntos
correlatos. E quando for o caso, assisto palestras e participo de cursos, seminários, etc. sobre
esses temas.
Os momentos imediatamente anteriores à prática da minha mediunidade − Eu sempre me
concentro, oro e peço a Jesus (o comandante-em-chefe das forças do bem na Terra) que me
auxilie a bem exercer a minha mediunidade de “incorporação”.
Durante o exercício da minha mediunidade − Enquanto eu me esforço para não interferir no
trabalho mediúnico do meu guia espiritual que está “incorporado” em mim, eu permaneço,
dentro do possível, concentrado e orando, assim fornecendo preciosas energias positivas e
potentes para aquele trabalho mediúnico.
Lembrete − Como já vimos, essa nossa grande dedicação à nossa mediunidade sempre será em paralelo com as
nossas obrigações materiais, ou seja, sem prejuízo do necessário cumprimento dos nossos deveres profissionais,
familiares, sociais, etc.

Salvador BA, 06 de março de 2006.
Abraços Fraternos,
Por Francisco de Carvalho

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Umbanda – Hospital da alma, segurança do lar

Cercas elétricas, grades nas janelas, ferrolhos nas portas. Tudo isso nos protege dos perigos que a vida mundana nos oferece. Nosso lar deve estar resguardado contra os riscos que viver em sociedade nos impõe.

Mas não são apenas os perigos materiais que existe a nos cercar. Os inimigos invisíveis estão aí e estão atentos às nossas fragilidades. Pensamentos, palavras e ações negativas atraem energias e seres espirituais semelhantes. E nesse caso de nada valem as correntes, as cercas elétricas e as grades nas janelas. Para esses inimigos isso não representa obstáculo.

A melhor defesa contra esses ataques é manter a fé e o pensamento positivo alertas. É não se deixar dominar por pensamentos e atitudes mesquinhas e negativas. É alimentar o espírito com a vitamina que o mantém forte e imune a essas “bactérias astrais”.

Mas nem sempre conseguimos manter essa postura. Precisamos então de ajuda espiritual. Isolar-se em casa não vai ajudar, pois mesmo com portas e janelas fechadas, os inimigos astrais, os obsessores e trevosos, terão acesso ao seu lar, a você e à sua família. É preciso um tratamento.

Procure então um hospital. Mas não um hospital comum, com antibióticos, estetoscópios e aparelhos de tomografia. Busque um hospital que lhe dê o remédio para a alma, que escute (sem o uso de aparelhos) os seus anseios e veja o seu interior de forma pura e sem tecer julgamentos.

Uma casa séria de Umbanda (não se esqueça que a casa deve ser séria) é um hospital da alma… é eficiente, vai direto ao problema, não marca a sua consulta para daqui a meses, não faz distinção entre ricos e pobres e não cobra pelo seu tratamento. Basta você fazer sua parte: seguir o tratamento indicado, ter fé, deixar que os orixás e mentores usem sua força e sabedoria para lhe ajudar, fazer a sua auto-medicação (nesse caso, a reforma íntima) e aprender com erro. Aprender que da mesma forma que cuida da segurança física da sua casa, que cuida da sobrevivência do seu corpo carnal, deve cuidar também do espírito, para que você, como um todo (mente, carne e espírito) tenham uma armadura e sua casa se torne uma verdadeira fortaleza, totalmente protegida contra os bandidos astrais que se aproveitam da fragilidade alheia.

Cuide-se… você, sua família e seu lar merecem.

Por Douglas Fersan

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Conduta esperada do médium Umbandista

Se somos pessoas religiosas, ou seja, se temos uma religião, espera-se de nós atitudes compatíveis com esta condição.
Muitos falam apenas na conduta esperada no médium antes e durante as sessões ou giras, mas quase nada se fala do depois da gira e normalmente o que é falado é sobre o imediatamente após a gira ou no máximo 24 horas após o término da sessão.
Não podemos e nem devemos ser umbandistas durante as 48 horas que giram em torno de uma sessão, mas sim 24 horas por dia e 7 dias por semana. Mas isso é no sentido da conduta no nosso dia-a-dia. O quanto nos preocupa a caridade, o amor, a fraternidade e o respeito pelo próximo.
Não adianta de absolutamente nada banhos, defumadores, preceitos preparatórios para as sessões, se quando a mesma termina, trocamos nossa roupa e esquecemos todas as palavras e orientações recebidas durante a sessão, saímos do centro achando que nossa missão e papel terminaram ali e conseqüentemente não aplicamos o nosso aprendizado.
A Umbanda é extremamente prática e nós temos obrigação de executarmos essa praticidade. Como? Tendo uma conduta compatível com a nossa religiosidade dentro e fora do terreiro.
As defesas de um terreiro não serão abaladas pela conduta inconseqüente de alguns médiuns, mas as defesas do médium sim. Daí advém problemas que alguns médiuns passam e ainda tem a pachorra de afirmar que tomou o banho direitinho, que firmou o Anjo da Guarda direitinho, etc, etc… Ou ainda, o que considero pior: dizem que não merecem isso ou aquilo e que a “Banda” deles tem a obrigação de resolver!!
Desculpas! Meras e tolas desculpas, que servem apenas para ajudar a mascarar a verdade. E qual é a verdade que estou me referindo? A verdade que alguns médiuns e dirigentes acreditam que preceitos e oferendas substituem conduta moral correta, honestidade de propósitos, caridade e humildade!
Não! Em absoluto não! Não há banho, trabalho, preparo, despacho, oferenda, amaci, que substitua um coração nobre, caridoso, honesto e sincero! Para que os preceitos de Umbanda surtam efeito é fundamental a coerência entre o que está sendo feito e quem está fazendo ou recebendo.
Urge que nos tornemos aparelhos melhores. Preocupe-se menos com oferendas e mais com conduta moral. Aprenda primeiro a “oferendar-se”, pois como disse o Caboclo Pery na mensagem “Oferendas para Orixás” somos a melhor oferenda que podemos dar aos nossos guias e mentores, mas eu digo, que precisamos ser dignos de sermos oferendados.
Lembre-se: somos os únicos responsáveis pelas companhias invisíveis que atraímos e mantemos. Cabe a cada um de nós respeitar a Umbanda através de atos nobres, corretos e coerentes com Ela dentro e fora do terreiro, pois não agindo assim, tornamo-nos os piores detratores de nossa própria religião, e para cada um de nós existe uma conduta esperada coerente com o fato de sermos umbandistas, e a intolerância e a vaidade não fazem parte dela.
Trecho do Livro: Umbanda – Mitos e Realidade / Iassan Ayporê Pery

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Sabedoria de Ifá

Ifá diz:
“Quando uma perna vai adiante a outra, obrigatoriamente, a segue. o pai comanda, o filho segue atrás dele.”(Òfún méjì)
De uma coisa podemos ter certeza, de nada adianta querer apressar as coisas! Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
“Òfún Meji nos ensina a honrar nosso sábios, respeita-los e receber deles os ensinamentos que nos são necessários para o bom viver.”
As pessoas passam pelos mesmos momentos que as outras.Todos nós.
Só que em tempos diferentes. Enquanto algumas já viveram determinados problemas, outros começam, isto é um círculo, a vida. É como se a vida fosse uma bola onde nós vamos sem muitas vezes sentir, passando por cada pedaço dessa bola. E em cada pedaço,existe um destino, onde a gente poderá parar e senti-lo. Sentir e seguir. Experimentar e desistir.
E vai assim, dando sequencia à vida!
Mas todos nós que estamos dentro dessa bola iremos passar por tudo que o outro já passou, por isso as coincidências.
Ninguém passa por momentos únicos e exclusivos que vieram só para nós apenas para nós, sempre existirá mais alguém que já passou por onde caminhamos.
“Isso é o senso moral da vida, aceitar conselhos daqueles que um dia passaram pelo mesmo caminho, é ser nobre para com a vida.”
“Não ergas alto um edifício sem fortes alicerces, se o fizeres viverás com medo.”
Òfún méjì também chamado de Órángùn é um odù de suma importância. Tanto é verdade que toda vez que o mesmo comparece em uma consulta oracular ele é saudado com Epá Odù sinalizando assim sua senioridade, envergadura e respeito. Seu grau de pureza é imenso e é preciso muito cuidado para não maculá-lo.
No Odù iká’fún, que todos os Awos tem como suas diretrizes, é ensinado que quando o mais velho chega, todos devem reverenciá-lo. É uma pena vê que isso está se perdendo e está de duas formas:
“Pessoas se dizendo mais velhas e se comportando como crianças, por não saber aquilo que diz saber e jovens não dando aos mais velhos os devidos respeitos.”
“Este mesmo odu ensina também que um sábio não se impõem, ele é reconhecido.”
Ifa diz que a descoberta espiritual é solitária.
Por que estamos juntos, então? – perguntaram a Orunmila.
Vocês estão juntos porque um bosque é mais forte que uma árvore só.
O bosque resiste muito mais ao vento, além de ajudar ao solo a ser fértil.
O que faz a árvore forte é a raiz, mas ela não pode fazer nenhuma outra planta crescer.
Ter o mesmo propósito e deixar que cada um cresça é o caminho dos que comungam com Olodumare.
Procure descobrir o seu caminho na vida.
Ninguém é responsável por nosso destino, a não ser nós mesmos.
Ouvir os mais velhos desde a criação do mundo e em todos os tempos.
Epá Odù
Não e dificil, viver e a coisa mais facil que se existe!
Ifa-Orunmila é mais que uma filosofia de vida, é um realinho com seu destino.
Ifa gbe wa oo

Por Iyanifa Fademilade Ajobi Agboola.

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UMBANDA ou CANDOMBLÉ?! O que é melhor?

Nem um, nem outro, não existe melhor ou pior. Vamos acabar com essa rixa, que aliás acontece na página sempre, de que meu culto é melhor, é mais fidedigno ou é mais certo.

Ah, irmão, mas Umbanda cultua o sincretismo, cultua os orixás de uma forma eurocêntrica (adoram usar essa palavra), e eles são negros, são de África, por isso o Candomblé ou o ketu, ou Angola, ou Jejê… é que é verdade, pois fala de orixá como era lá.

Irmãos, vamos lá. Primeiramente, não estamos em África, estamos no Brasil, e o culto das nações, por mais fiel que seja sua casa aos costumes, não será TOTALMENTE igual ao que era CENTENAS de anos atrás, e isso não desmerece a sua fé JAMAIS! Então, porquê desmereceria a do próximo?

Esse sentimento de “eu sou melhor que o outro” é o que estraga tudo. Repeite o axé do próximo, se não é como o seu, ou é diferente, ou não concorda, apenas respeite, ninguém vai te obrigar a cultuar como ele! Mas a COMUNHÃO entre nós tem que existir, seja a nação que for.

Precisamos entender que: assim como existem diversas formas de se chegar a Olodumaré, também existem outras mais para o entendimento ao Orixá! Sejamos humildes na nossa condição encarnada, não sendo prepotente a ponto de decidir o que o Orixá é, quer, gosta ou como vai fazer.

Parece esporro, mas na verdade é um pedido: ÀLÁFIÁ, irmãos?! Quer dizer paz, coisas boas, tudo de bom, em Yorubá! Vivamos em PAZ! Amo vocês!

Axé, Motumbá!
AUTOR DESCONHECIDO.

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