Para refletir

Seu orgulho não se concluiu na prática na sua vida
Ficou 90 dias no hunkó
Ficou 90 dias ( três meses de kêle no hunkó )
Ou ficou 21 dias no hunkó
Ou ficou 21 dias de kelê mais 7 para osalá em ambos os casos
Rezou tudo que tinha pra rezar .
Tomou todos os banhos gelados .,
Passou centenas de atos , fundamentos .
Viveu a hierarquia rigorosamente
Com todas as folhas e sassãnhas disponíveis
Pegou a época de baluartes do asé .

E muito se orgulha disto , que falou com fulano foi no candomblé De ciclano , conheceu não sei quem , aprendeu ebó fulano de tal
E claro fala , se orgulha e critica todo mundo que não passou o Que você passou ai vem o orixá mais implacável que tem o
O ” TEMPO ” para os angolanos ktêmbo para nos de ketu iroko
O tempo passou e você com sus idades de santo tudo em ordem Um poço de corretismo por saber tanto fundamento e ter tanta índole .

– Sua casa de asé fica aonde ?
– Qual é sua raíz sim pois não vale as várias navalhas que passou?
– Quantos omó orisá ( filhos de santo tem feitos )
– Quantos ebomis fez e tirou na sala
– Quantos oyês fez ?
– Quantos ogãn e ekedjí você fez ou confirmou
– Qual o calendário de festas do seu asé possui desde águas até Iyagbás ?

O que conquistou na vida sim orisá é evolução ainda mais para Quem tem seus 20 , 30 ou 40 e mais anos de santo ?
Como anda sua saúde ?

Quantos filhos de orisá seu comem bem , se vestem bem , Moram bem , tem caminhos REAIS E conquistas reais ?
Quais deles estão com a vida sentimental em ordem ?
Quais tem seus carros e mótos ?

Quantos tem uma boa carteira de trabalho remunerada ?

Então ou tudo que você passou no hunkó não valeu de nada
Ou você só fez merda a vida toda na vida
por que para chegar tão cheio de pompas por ter idade de santo E não tem nada na vida
Eu acho no mínimo estranho !!!
Bom eram os antigos que
Com um bom obí , pombo e uma angóla
Se tava bem construído

conheço ai muito povo da umbanda que toca seu exu sem Incomodar ninguém com 3 ou 4 carros na garagem casa cheia
E tocando certo ou não são mais prósperos por que quem enche a boca
Pra falar de tradição e não tem nada na vida
Aprendi com meu babá não tire da sua dispensa para dar para os Outros o que você não tem depois sua barriga pode roncar .

Muito estranho só acho !!!

Babalorisa Kleber Ti ogun

Ancestrais

“Um ancestral que possui filhos e devotos não dorme, não dorme e não esquece sua casa. No Òrun, meu pai, jamais abrace a árvore do esquecimento (jamais esqueça das pessoas que te louvam)”.

Hoje é dia de agradecermos nossa Ancestralidade pela oportunidade de estarmos vivos, homenageando aqueles que andaram em cima dessa Terra antes de nós.

Que nossos problemas, assim como a solução dos mesmos se encontrem nas mãos de nossos ancestrais. Que possamos trabalhar com sabedoria, guiado por sua sabedoria e experiência, criando assim condições de termos uma vida próspera, saúdavel,digna e feliz.

Fonte : Oluwo Ifagbamila Erinfolami Aiyenifa.

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Você já ouviu falar em Normose?

O ser humano apresenta a tendência de copiar determinados comportamentos, seja por comodismo ou até mesmo com a finalidade de se sentir inserido em um determinado grupo. A Normose se apoia nisso.
Normose nada mais é que um conceito filosófico e, ao mesmo tempo, uma patologia contemporânea, ou seja, dos dias atuais, uma doença dos nossos tempos em que tem tudo a ver com as crenças, valores e atitudes os quais fazem mal à pessoa.
Infelizmente, há na maioria das mentes das pessoas determinadas crenças muito enraizadas. São aquelas velhas crenças de tudo o que a maioria pensa, faz, executa acredita e sente, portanto, as pessoas aceitam isso porque todo mundo faz igual.
Mesmo sabendo que algo não é bom para si, para seu corpo, mente e espírito, as pessoas mantém um comportamento negativo por acharem que não podem mudar. É um autoengano destruidor da própria essência!
Vamos a três exemplos de normalidade saudável: acordar cedo para caminhar, lavar as mãos antes de comer e orar antes de dormir. Até aqui tudo certo!
Agora, vamos a três exemplos de normalidade patológica, ou seja, Normose: falar mal de alguém somente para se vingar, comer compulsivamente para diminuir a ansiedade e colocar a culpa em Deus por todos os problemas existentes na caminhada existencial.
Notaram a diferença? Os três primeiros exemplos estão dentro da normalidade espiritual, ou seja, espiritualidade saudável, ações que não fazem mal a nossa essência; já os outros três pertencem a uma pessoa acometida pela Normose, ou seja, atitudes que fazem mal para nossa vida tanto energeticamente quanto espiritualmente.
Saiba que para vencermos na vida, seja na carreira profissional, relacionamento amoroso, afetivo, social, na vida financeira, teremos de romper com tal ciclo vicioso de “repetir” o que as pessoas fazem porque todo mundo também faz, dessa forma, a vida não irá para frente, pelo contrário, andaremos sempre na contramão em relação ao nosso progresso espiritual.
Chega disso! Nós somos seres humanos sábios, inteligentes, Divinos por excelência, somos dotados da capacidade de superação e livre arbítrio, portanto, temos sim o poder de fazer as melhores escolhas em nossa trajetória diária.
Vamos lá, pessoal, eliminar aos poucos “o efeito Normose” em nosso dia a dia e concretizar definitivamente nossa missão aqui na Terra: ser feliz na medida do possível e evoluir espiritualmente, respeitando sempre nossas vontades e intuições.
Acredite mais em você, em seu taco, em seu poder espiritual de transformar sua vida para melhor! Apoie-se nisso e tudo fluirá ainda melhor em sua caminhada terrena! Experimente a mudança sem medo de ser feliz! Pense nisso com carinho!
Paz, amor e luz a todos!
fonte: desconhecido.

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Umbanda: Rituais, Mitos e Preconceitos dentro da própria Religião

Vamos tentar explicar um pouquinho os diferentes rituais.
COMECEMOS POR DEFINIR O QUE SEJA RITUAL:
Ritual, é uma forma particular de se cultuar o alto do Altíssimo e cada religião possui seu ritual próprio, que se distingue de todas as outras religiões e proporciona a seus fiéis uma individualização no momento em que se colocam em contato mental com a divindade maior que rege sua religião.
O ritual identificador de uma religião tem como função envolver, estimular e congraçar num mesmo nível vibratório mental e religioso todos os seus fiéis. É quando todos os seres reunidos num mesmo espaço desarmam seus emocionais, anulam suas intolerâncias, animosidades, receios, medos e angústias e possam vibrar num mesmo sentido a fé em DEUS.
QUANDO OS UTILIZAR?
Como dissemos a pouco, temos os rituais que são utilizados no sentido de harmonização vibratória das pessoas reunidas em um mesmo espaço, e sob uma mesma Irradiação religiosa, com as mesmas práticas sub-rituais. As práticas sub-rituais são utilizadas em muitas ocasiões.
CITEMOS ALGUMAS:
Encontro de fiéis de uma mesma religião, quando recorrem a um modo particular de cumprimento e saudação.
Oferendas rituais, votivas, propiciatórias, divinatórias, consagratórias, etc., quando cada sub-ritual ainda que conserve em sua essência os fundamentos do ritual, no entanto tem seu modo e ritualística próprios para cada fim que se almeja alcançar.
ATÉ QUE PONTO RESOLVEM?
Esta é uma questão mais discutível. Se realizamos uma prática ritual com um fim específico, no entanto, fatores imponderáveis podem alterar os resultados finais. Por exemplo:
Um fiel de uma religião vai inaugurar uma loja ou casa de comércio. Ele solicita ao seu sacerdote que se realize um ritual propiciatório ao êxito e prosperidade de seu novo local, onde irá ganhar o seu pão abençoado.
O sacerdote recorre a uma prática sub-ritual e consagra e abençoa o lugar em questão, tornando-o vibratoriamente positivo ao bom êxito e prosperidade.
1ª Ocorrência: o fiel em questão, movido pela sua fé religiosa e confiança no seu trabalho e na sua capacidade profissional, inaugura sua loja e prospera rapidamente.
2ª Ocorrência: o local foi tornado positivo, mas o fiel, a despeito de sua imensa fé, não é um bom profissional no trato dos seus clientes, ou na escolha das mercadorias a serem expostas, ou na obtenção do menor custo, etc., e não prospera.
CONCLUSÃO:
“Nos rituais propiciatórios, tanto o ritual quanto o santo invocado, pouco resolvem se o beneficiário não fizer por merecer!!”
COMENTÁRIOS:
Esperamos com estas poucas linhas poder ter explanado o objetivo dos rituais para que todos comecem a entender que embora hajam diferenças entre eles, existe um mesmo objetivo, entrar em contato com sua Divindade, Orixá, Santo, Deus, e assim por diante, e o mais importante, começar a entender os diferentes rituais dentro da Umbanda e de outras religiões e pensar muito antes de começar a criticar.
Cada Templo tem seu ritual próprio, sua forma de cultuar e entrar em contato com o Divino!!
Cada indivíduo é único em sua forma, não é mesmo? Embora, às vezes, parecidos, nunca são iguais! Então, assim também são as religiões, às vezes parecidas, mas não iguais, não em seus rituais, somente iguais no objetivo de fazer os indivíduos buscarem DEUS, e cada um encontra DEUS e afinidade onde se sente bem! Feliz! Seja ele cristão ou judeu! Cada um, em sua busca, acaba encontrando DEUS em uma religião, que lhe agrade, lhe convença (lhe desperte a fé), não é mesmo? Fé é um sentimento que não se explica! Se confia e pronto! E nunca esquecermos que só recebemos o que nos é de merecimento! Temos que também fazer a nossa parte material, pois o espiritual esta ajudando! Certo?
MITOS E PRECONCEITOS
Os mitos, sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
Senão, vejamos:
É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que quem não a desenvolve.
Isto é uma verdade se quem se desenvolveu também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu e logo começou a enfiar os pés pelas mãos, uma vez que, se ele adquiriu um poder relativo, no entanto, começa a se chocar com um poder absoluto que é a Lei da Ação e Reação. Assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.
Portanto, em se tratando de mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo, mas sim e tão somente um meio.
COMENTÁRIOS:
Para quem não entendeu a fantasia da coisa, vou tentar falar bem claro.
Existem médiuns que infelizmente se assoberbam com o simples fato de incorporarem determinadas entidades e não se sentem iguais aos outros médiuns do corpo mediúnico, acabam por perder o respeito à entidade dos outros e começam a julgarem-se os sábios, e desconfiam da incorporação dos outros, acreditando que só e somente eles é que têm a melhor incorporação e a do melhor Guia! Quanta modéstia não?
Acreditam que a Entidade lhes pertence exclusivamente e que os poderes desta entidade lhes pertence.
Batem no peito e se gabam: – Ninguém mexe comigo, pois, eu tenho o Exú “fulano de tal” e arrebento a vida de qualquer um!
Não se contenta com um Guia que não possua um nome famoso e logo que adentra para desenvolver-se, não quer nem esperar a hora de seu guia intuir-lhe seu verdadeiro nome!
É o tal fulano (que por vaidade), entra em uma gira mediúnica e mesmo ainda não estando preparado, já quer estar graduado a incorporar e dar consultas (pois se sente inferior aos que já o fazem), quando começa a desenvolver-se já quer logo ir recebendo o Caboclo “Pode-Tudo” e o Exú “Quebra-Tudo” (nomes somente coloquiais, por favor…);
Então este mesmo fulano assoberbado, apressado, começa a dar consultas (é claro que a entidade tenta mudar-lhe o caráter), começa então, a Lei da Ação e Reação, o médium mete os pés pelas mãos e começa a prometer feitos para os consulentes em nome das Entidades e em sua cega prepotência não percebe que a Entidade não promete o que não é de merecimento do consulente pelo Alto.
Entra de cabeça em uma maré de enrolações, que dificilmente sairá e depois na maior cara-de-pau, quando os consulentes voltam para cobrar-lhe as promessas não cumpridas do médium, este ainda joga toda a culpa na Entidade e revolta-se (a maioria não chega nem a cogitar a própria falta de caráter!) e é claro, este médium acaba por abandonar o Terreiro, e começa então uma maratona, indo trabalhar de Terreiro em Terreiro até que se cansa de sua própria vaidade, e acaba abandonando a religião (vejam, como a Umbanda é generosa! Ela recebe todos, deixando que esgotem seus emocionais e quando já esgotados a abandonam). Na verdade, o médium à estas alturas já aprendeu alguma lição e se este ainda buscar outra Fé, será direcionado pelo Divino Pai, à uma religião onde qualquer contato com a mediunidade seja proibido.
Com a consciência um pouco mais desperta de seus erros, ele entrará em uma busca desesperada pela absolvição dos seus erros, preferindo acreditar-se possuído pelo demônio, quando o maior demônio era o que habitava seu coração, e não fora de si, como muitos preferem acreditar.
Muitos médiuns que enveredaram pelo caminho da Luxúria, Vaidade, Sexo, matança desenfreada de animais para Baixa Magia (Magia Negra), hoje, lotam milhares de Igrejas Evangélicas em todo o país em uma busca desenfreada pelo perdão de suas magias – negras e cumplicidade com Entidades do Baixo – Astral.
Amedrontados, pedem perdão ao Senhor Jesus e transferem vossas culpas à nossa amada Umbanda, que muitas vezes fora usada como palco de Magias Negras e rituais do mais baixo escalão!
Culpam a nossa Umbanda em público, fingindo-se incorporados de demônios! Estão incorporados é de suas consciências pesadíssimas que buscam desesperadamente livrarem-se de todo peso, de anos e anos a usar e alimentar espíritos ignorantes a seu bel – prazer!
Culpam a Umbanda e os “demônios” pela falta de caráter que possuem!
É com grande alívio que vejo estas Igrejas recolherem centenas dessa gente em seus Templos, fazendo uma verdadeira limpeza em nossa Religião.
Quando me refiro à limpeza, pois é isso mesmo que é, a Umbanda esta sendo purificada com a retirada dessa escória de Magos Negros, que tanto contribuíram para denegrir a nossa religião e que tantos prejudicaram sob o manto de cordeiro de suas vestes brancas dizendo-se umbandistas!
Desculpem-me se deixei alongar demais, temos que concluir nosso tema principal, mas acredito que ficou bem claro, onde pode acabar quem se deixa iludir por mitos (fantasias).
Nunca entrem em uma corrente mediúnica, por que te disseram que você tem guias maravilhosos, lindos, etc., todos os guias são maravilhosos mesmo, mas não é este o objetivo de se desenvolver a mediunidade, o principal objetivo tem de ser o de prestar a caridade, através do amor à todos os guias igualmente, a humildade de querer aprender e ajudar!
Não entrem por vaidade!! E se estão por ela, tratem logo de deixá-la de lado e começar a despertar o verdadeiro sentido de estarem em uma corrente mediúnica. Tenham amor por todos dentro de um Templo, respeitem por amor e não por temor!!
PRECONCEITOS
Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores de religiões espiritualistas.
VAMOS À ALGUMAS COLOCAÇÕES QUE PULULAM NO MEIO RELIGIOSO:
> > a mediunidade é uma provação
> > a mediunidade é uma punição cármica
> > a mediunidade escraviza os médiuns
> > a mediunidade limita o ser
COMECEMOS POR DESMENTIR ESTAS COLOCAÇÕES NEGATIVAS:
1º mediunidade não é uma provação, mas somente a exteriorização de um Dom que aflorou no ser, e que, se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
2º não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
3º não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimentos;
4º não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.
Para concluir, podemos dizer, que a mediunidade, por ser um dom, tende ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!
O VERDADEIRO SENTIDO DA UMBANDA
A Umbanda, ao contrário do que muitos imaginam, não é só trabalhos magísticos ou despachos na “encruza”.
Como religião ela possui todo um fundo magístico, mas que se desdobra em recursos acessíveis a todos que dela se aproximam.
Muitos buscam na Umbanda a cura para seus espíritos enfraquecidos nas lides diárias e muitos encontram nela uma via natural onde se religam espiritualmente com seus afins no plano astral. Este religamento acelera a evolução espiritual de tal forma, que após alguns anos, o umbandista possui uma noção muito ampla do que seja o outro lado da vida.
E, porque na Umbanda direita e esquerda se manifestam dentro de um equilíbrio rígido pelo alto, mais fácil é a compreensão dos umbandistas sobre as ações e reações, causas e efeitos e sobre o carma individual.
Umbanda é religião, é conhecimento, é magia e espiritualização, animados pela fé interior de cada um que resulta no que chamamos de “religião umbandista”, onde o socorro espiritual convive com o despertar da consciência para as verdades maiores.
Por isso, temos assentado que o verdadeiro sentido da Umbanda é acelerar a evolução espiritual e o aperfeiçoamento consciencial e religioso dos seus praticantes.
SENÃO VEJAMOS:
A Umbanda não recusa fiéis de outras religiões entre os consulentes que frequentam assiduamente suas tendas de trabalho.
A Umbanda não obriga ninguém a renegar sua religião para poder participar de suas engiras.
Todas as outras Religiões estão representadas dentro do Ritual de Umbanda Sagrada, onde linhas de ação e trabalhos cristãs, hinduístas, islâmicas, persas, egípcias, atuam ocultadas por nomes simbólicos ainda não interpretados corretamente, ou sequer apercebidas mesmo pelos médiuns que incorporam espíritos ligados a elas.
Com isso, queremos dizer que a Umbanda Sagrada é o congraçamento de todos os espíritos e a reunião do que há de melhor em todas as religiões ainda ativas ou já adormecidas na mente dos espíritos encarnados, que somos nós. Umbanda é fé, é caridade, é conhecimento, é ecumenismo religioso. Sob o teto de um templo de Umbanda manifesta-se o caboclo índio, o preto – velho, o mestre hindu, o sábio chinês, o descontraído exú e a exuberante pomba – gira.
Aí esta sintetizado o verdadeiro sentido da Umbanda; união de todas as correntes astrais e de todas as linhas de pensamento que têm norteado a humanidade e a harmonização do ser com todas as religiões.
COMENTÁRIOS:
Está bem clara a grandeza e a beleza desta religião, agora, só dependerá de todos nós não destruirmos este maravilhoso universo chamado Umbanda, com nossos egoísmos, dúvidas desrespeitosas e preconceitos para com nossos irmãos encarnados e desencarnados.
Que a Luz dos Divinos Orixás cubra à todos com seu manto protetor e que todos que ainda não conhecem esta Religião, não saiam criticando sem antes conhecê-la de verdade!
Um grande abraço destes “Eternos Aprendizes”.
Todos os textos foram baseados e tirados da obra psicografada “O Código de Umbanda”, de Rubens Saraceni.
Todos os comentários foram coordenados pela Babá do Templo “Eternos Aprendizes do Amor e da Fé em Oxalá”.
AGRADECIMENTOS:
Ao nosso querido Pai Rogério, do “Templo da Estrela Azul”, nosso abraço mais que fraternal, e nossa eterna amizade!
À Rubens Saraceni, pela maravilhosa obra que está vindo através de sua psicografia, agradecemos do fundo do nosso coração seu trabalho e sua amizade.
À todos que acessaram este site, obrigado pela atenção!!
Ao nosso querido Pai Élcio – de – Oxalá, que com suas lindas canções só tem enriquecido nossa Umbanda!
Ao amigo e editor Luiz A. L. Silva, que tem trazido com sua ajuda material, a publicação de tão maravilhoso trabalho.
Agradeço também a existência de tantos falsos mestres que se auto – intitulam mestres, pois, foi conhecendo este tipo de gente que tive a oportunidade de diferenciar os falsos – umbandistas dos verdadeiros, aprender tudo o que eu nunca deveria fazer, e graças a existência deles foi que soube separar o “joio do trigo”, reconhecendo na humildade verdadeira das pessoas, o verdadeiro caminho que me levaria de encontro ao verdadeiro aprendizado, graças a estes inimigos da Umbanda eu tive mais vontade de lutar, aprender, amar e levantar a bandeira da Umbanda.
Cada um que já leu milhares de livros como eu, que busca conhecimento em livros, tomem cuidado com os falsos mestres, tem gente boa, mas tem muita gente que em suntuosos templos contradiz a humildade que os livros pregam, no intuito de comercializar livros “Chupados” de diversas outras literaturas.
Infelizmente os maiores inimigos da Umbanda estão infiltrados nela, mas haverá o dia em que nosso Divino Pai Xangô, em seu tempo certo, irradiará sua Justiça e a Umbanda desabrochará de uma vez, como todas as outras religiões!
Até breve! Um abraço à todos amigos da Umbanda. Eternos Aprendizes do Amor e da Fé em Oxalá.
Autor desconhecido

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O Médium que não quer se desenvolver

Muitas pessoas sabem que tem mediunidade de incorporação, mas não querem assumir a responsabilidade, tendo várias alegações para isto. Claro que esta pendência, vai continuar para uma próxima vida aqui na terra. Todos os seguimentos que lidam com a incorporação, acreditam na vida pós morte ou seja : na Reencarnação. Sendo assim, acreditamos que temos um Karma a ser cumprido, uma Missão, ou um Odu que é o nosso destino. Resumindo não viemos a passeio, temos um propósito que é único para todos nós, independente de nossa crença religiosa que é……Evoluir. Quando o médium não quer trabalhar ele pensa…….Eu tenho meu livre arbítrio, eu sou livre para fazer minhas escolhas. Não deixa de ter razão, só que nossas escolhas não são feitas aqui e sim no plano espiritual, onde temos plena consciência do nosso grau de entendimento. Assumimos compromissos para que tenhamos a oportunidade de crescimento. No caso de médium de incorporação ele tem um compromisso em trabalhar em conjunto com outra entidade, para que os dois possam crescer. Tudo isso é aceito, é uma escolha feita no plano Astral. O esquecimento nos é dado assim que reencarnamos, justamente para que possamos por em pratica tudo aquilo que escolhemos, mas aqui nos deixamos influenciar por quase queima 48h tudo ao nosso redor, compramos idéias que nem sempre fazem parte de nosso programa e assim vamos nos desviando de nossa missão. Claro que o crescimento desta pessoa será prejudicado, assim como o da entidade com a qual foi acordado o compromisso. Começa então a cobrança, ou melhor a lembrança de um acordo, que o inconsciente grita, dando vários sinais dos mais sutis como : sonhos, pessoas que falam sobre o assunto, livros, reportagens na tv etc.. e os mais incisivos como: desequilíbrio emocional, mal estar, barulho em casa e as vezes até doença que não é física. Tudo é tentado para que a pessoa olhe para dentro de si e sinta que tem algo errado e vai procurar ajuda. Alguns fatores sociais interferem muito em nossa vida aqui neste plano, é preciso haver muita determinação para que sigamos nossa missão. Mas o principal, é dar o primeiro passo, que é Aceitar. Qualquer tipo de mediunidade a ser desenvolvida é sempre para o nosso bem, nosso crescimento espiritual, um aprendizado que nos leva ao caminho da Luz. A responsabilidade é sempre nossa, nós nos deixamos influenciar, nós desistimos de nossos compromissos e sempre arrumamos uma desculpa…….ou melhor uma desculpa para outra desculpa e deixamos de fazer o que viemos para fazer. A ajuda sempre vem, só é preciso prestar atenção e Aceitar.

Mãe Solange.

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Ataré

O ataré ou pimenta da Costa, é um elemento bastante utilizado em inúmeros rituais do candomblé.
Seu simbolismo provém da força que produz ao ser mastigada e também pelo fato de ela dá força à palavra da pessoa que a mastiga, aumentando o dom de profetização, tanto para coisas positivas quanto para negativas, assim como protege o corpo físico e espiritual da pessoa que a oferece.
É um elemento de predileção de Exu, mas inúmeros outros orixás a aceitam, ela vai em ebós, boris, na produção de atins, nos igbás e em inúmeras outras funções dentro da religião.
Costuma-se soprar grãos de ataré mastigados com gim na porta da rua pra despachar e ter voz de comando junto a Exú, assim como se mastigar pimenta da Costa cedo ao acordar sem escovar os dentes, para ser reconhecido por Exu e Orixá.
Alguns chegam até a cuspir no igbá Exu ataré com gim, fazer seus orikis e seus pedidos com a “força na palavra”.
Quando se acorda pela manha, sem lavar a boca se esta com seu emi, seu halito, seu cheiro natural. O Orixá e Exu sentem e reconhecem nosso cheiro natural. Esse costume de se levantar e antes de fazer qualquer coisa mascar ataré é um costume que provem do povo de Ifá.

 

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Quem foi meu guia? ·

Durante nosso desenvolvimento mediúnico tudo é novidade, e cada avanço é comemorado como uma etapa superada pelo médium. Dentre estes avanços, um dos mais esperados com certeza é quando seus guias começam a revelar seus nomes simbólicos.

No início, as primeiras reações são de dúvida. “Será que é mesmo esse o nome do meu guia ou estou mistificando?” é uma pergunta comum no início da nossa jornada, porém, superadas estas dúvidas, o médium logo corre atrás de todas as informações possíveis sobre o nome recebido, e com a internet não é muito difícil encontrar todo o tipo de informação sobre qualquer falange do astral, o que não necessariamente é algo positivo.

Depois de procurar por imagens relacionadas a essa entidade, inevitavelmente o médium busca por uma história sobre seu guia, quem foi ele em sua última encarnação ou porque ele veio a assumir esse nome, e é neste ponto que muitos atrapalhos podem acontecer, inclusive vindo a prejudicar o desenvolvimento deste médium.

Se você pesquisar pelo nome de uma entidade no google, certamente encontrará diversas histórias diferentes sobre a mesma. Algumas delas remetem a história contata por algum trabalhador em específico desta falange e outras são apenas estórias bonitas criadas pela mente algum encarnado para ilustrar os trabalhos dos falangeiros. Em todos os casos, nunca teremos certeza se elas realmente aconteceram, e, com certeza, nenhuma diz respeito ao guia que lhe acompanha.

O que infelizmente acontece em alguns casos é que, após lerem tais histórias, alguns médiuns acabam adotando-as como verdade e direcionando a postura da sua incorporação de acordo com as características descritas nelas, e é aí que vemos uma série de absurdos relativos ao comportamento da entidade quando incorporada, vestimentas, acessórios e etc., sem contar os casos onde, por ler que a entidade X foi o espírito famoso Y, o médium acaba levado pelo seu ego por incorporar uma celebridade histórica.

Por esse e outros motivos é que os nomes simbólicos adotados pelas entidades de umbanda, além de identificar seu campo de atuação, servem também para ocultar a identidade do espírito que ali atua, pois seu intuito agora é prestar a caridade independente de quem ele tenha sido em uma outra vida.

O que pesa aqui é a interação direta do médium com a sua entidade, que possibilita ao mesmo conhecer aos poucos este espírito que trabalha ao seu lado, suas características e a história dele em particular. Conforme o avanço do seu desenvolvimento, seu guia mesmo lhe contará ou mostrará alguma de suas encarnações que ele considera mais significantes dentro do seu processo evolutivo, a qual ele adotou como referência para o seu estado atual ou, em alguns casos, uma das encarnações em que vocês dois possam ter estado juntos, ou mesmo contar apenas uma história que ele julgue que a moral servirá para o aprendizado no momento atual do médium ou de quem a ouvi-la.

Utilize as ferramentas e o conhecimento disponíveis a seu favor e não para seu desequilíbrio, e acima de tudo, confie nos seus guias e busque diretamente com eles as informações a seu respeito. Troque a mistificação e a necessidade de se enquadrar a um arquétipo pela confiança e fé nos trabalhos dos seus guias. Não é porque o Caboclo de outro médium que tem o mesmo nome que o seu se comporta do jeito X ou atua na linha Y que o seu tem que se comportar igual.

Há muito mais mistérios na atuação dos guias e linhas de trabalho do que acreditamos saber ou ter codificado. Na Umbanda não cabem os padrões e as pasteurizações, seja nas doutrinas, incorporações ou atuações de cada falange. Liberte-se da necessidade de enquadramento e entregue seu mental ao astral.

POR PETERSON DANDA

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Família

Ah Mãe de Santo, eu não vou não, esta minha irmã não gosta de mim! Fulano, eu não quero saber de ir nesta obrigação não, não vou com a cara de beltrana! Ah, hoje? Eu? No Ilé? Jamais, esta muito frio e ciclano não merece que eu ajude.

“A base do candomblé é a família.”

Família. Mas afinal o que é família? Família é a unidade básica da sociedade, formada por indivíduos com ancestrais em comum e/ou ligados por laços afetivos.

O mesmo se repete à nossa família do candomblé. Temos ancestrais em comum, temos irmandade e afetividade de sobra não é mesmo?

Houve uma época no candomblé, isso há aproximadamente 20, 25 anos atrás, em que as famílias se reuniam para ajudar o seu próximo, pegavam uma causa e abraçavam juntos, do inicio ao fim. Filhos de santo, irmãos de santo, quando um outro irmão se recolhia para tomar suas obrigações, se doavam para o mesmo, corriam pra roça, faziam seus esforços, não tinha frio, não tinha chuva, não tinha nada que impedisse nosso amor e dedicação aos Òrìsàs e ao seu próximo. Este era o real laço de irmandade, o real Asè. Sim, Asè, porque o asè é composto de história, de vivência, de amor. Hoje eu faço por você, amanhã você faz por mim, somos todos iguais perante Òrìsà. Não importa se você é uma pessoa graduada dentro da religião, se possui seu posto hierárquico ou se é um abiyan que vai passar por seu primeiro bori. Todos somos iguais. A hierarquia existe para a organização, para mostrar o respeito, não para sermos maior que ninguém.

Onde isso se perdeu? Eu não sei, mas o que vejo hoje são as pessoas dentro do candomblé olhando única e exclusivamente para os seus propósitos particulares, ou apenas para aqueles que são mais próximos.

Precisamos refletir sobre isso, somos todos um, somente entendendo este conceito de família é que podemos dizer que fazemos parte de um núcleo extenso chamado Candomblé, chamado Família de Asè. Só existe esta forma para manteremos o candomblé vivo.

Vamos fazer pelo próximo, sem olhar a quem, para que o mesmo faça por nós. Gentileza só pode gerar gentileza, então seja gentil com o seu próximo dentro de sua casa de candomblé, e então comece a provar a si mesmo, que nos temos como irmãos, desta forma, sua casa de candomblé se tornará um ambiente agradável para a inclusão familiar.

Vamos cultuar mais Òrìsàs e suas vontades, vamos cultuar e servir aos nossos ancestrais, vamos seguir as determinações que nossos Òrìsàs nos deram, nossa missão. Vamos cultuar menos pessoas! Vamos nos socializar! Vamos realmente sentir o outro, vamos nos incluir como família! Vamos ser do Candomblé!

Olorun a gbe wa o Papo de Esteira

 

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Ciúme

O Ciúme, também chamado de “Okolory” pelo Povo do Santo é um “Ajogun poderoso” que pode destruir uma casa de axé, trazendo transtornos incalculáveis para toda comunidade. O que alimenta o ciúme não é o amor, mas sim o sentimento de não ser amado, preterido. O ódio de não ser querido imediatamente busca um rival que compete com o ciumento pela propriedade do objeto amado em questão e sempre buscando uma posição privilegiada além do que já possui. O Okolory sofre muito com angustia, tristeza, mau-humor, insatisfação, frustração, buscando sempre motivos para justificar os seus ciúmes e quando encontra, tudo fica menos angustiante, todavia já provocou inúmeros conflitos. O comportamento de um ciumento num terreiro de Candomblé é tudo ou nada, nunca estão satisfeitos com o sua posição na rígida hierarquia do Axé, deixa de cumprir sua função para criticar a função do outro, sem se dar conta do seu delírio psicótico destrutivo, fruto da sua imaginação. Acima de tudo o ciúme é uma situação crônica, que vai crescendo a níveis insuperáveis e incuráveis na sua maioria, por não serem considerados pelo Povo de Santo como um Ajogun. O Sacerdote tem que compreender que não existe ciúmes normais em um Terreiro de Candomblé, pois esta energia é danosa e prejudicial para todos, não se pode descuidar deste Ajogun tão poderoso, entendendo que o ciúme é uma loucura, podendo causar inúmeras tragédias, inclusive a MORTE. Muito Axé Hoje e Sempre.

Fonte: Bàbá Ominire.

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