Pontos de Umbanda

SEQUÊNCIA DE ABERTURA

HINO DA UMBANDA

Refletiu a luz divina
Em todo seu esplendor
É do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E à grandeza nos conduz
Avante filhos de fé!
Como a nossa lei não há
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá

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HINO EM LOUVOR AO SEU OGUM MATINATA
(Mentor espiritual da casa)

Olha Ogum é quem está de ronda
Matinata é quem vem rondar
Meu pai me diz aonde é
Aonde é o seu congá.
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Oi dai-me licença Jesus de Nazaré
Oi dai-me forças para poder trabalhar
Oi dizem que a Umbanda tem mironga
Se tem mironga, Matinata tem congá.

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LOUVAÇÃO A EXU

(Pedidos de consentimentos para abertura dos trabalhos)

Na beira do caminho esse Congá tem segurança
Na porteira tem vigia a meia noite o galo canta 2x
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Tem morador de certo tem morador 2x
Na porteira que o galo canta de certo tem morador 2x
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Exu Tranca Ruas
Lá na porteira existe um homem valente
Com sua capa e cartola e seu punhal e tridente
É madrugada, é madrugada
E ele está meu lado
Por isso eu lhe digo, Tranca Rua és o meu advogado
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Ele é meu amigo
Por isso eu não ando só
Por isso eu não tenho medo
Me cubra com sua capa
Saravá Exu Morcego
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Exú Mangueira
Eu vi Exu Mangueira no alto do Chapadão
Comendo manga madura e jogando a verde no chão

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DEFUMAÇÃO

Entrei lá na mata e pedi
Que a jurema desse folhas para mim
Ela me deu e aqui eu estou
Com as ervas da jurema fazendo
defumador
Eu defumo, eu defumo, vamos defumar
Eu defumo, eu defumo, com as ervas
de oxalá
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E Lá nas matas da jurema
Muitas ervas encontrei
Para defumar os filhos
E o terreiro também
Eu encontrei abre caminho
Vence demanda eu vi
Aroeira e alfazema
Misturada ao alecrim
Cheirou na umbanda
Cheirou sim
Cheirou na umbanda
incenso e benjoim
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Corre gira pai Ogum, filhos querem
se defumar
Umbanda tem fundamento
é preciso preparar
Com incenso e benjoim
alecrim e alfazema
Defumar filhos de fé
com as ervas da jurema


PONTOS DE CIGANOS

Luar, ô luar

É lua cheia, ouço um violino a tocar

É Seu Quirino, cigano dessa aldeia

Em noite de lua cheia vem na Umbanda trabalhar

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Sorriu para mim

Uma cigana formosa

Tão bonita e tão dengosa

Em suas mãos traz uma rosa

Despetalou sobre mim, sem deixar cair espinhos em meus caminhos

Essa morena faceira quando ela chega levanta poeira

Rosa cigana, moça formosa, é tão bonita que parece uma rosa

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Mas eu ganhei uma barraca nova,

Foi a cigana quem me deu

O que é meu é da cigana, é da cigana,

O que é dela não é meu

Olha cigana poeirê, poeirê, poeira

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Que barraca tão linda na beira da estrada de onde eu vim

Tinha panos de seda, renda importada e panos de cetim

É a barraca nova, que a cigana tem

E lá dentro ela faz, magias para o bem

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Violino cigano, violino encantador

Toca cigano, faz uma canção de amor

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Eu vim de muito longe, pra encontrar felicidade

Eu vim de muito longe, pois cansei de andar sozinho

Eu vim de muito longe pra encontrar povo cigano

Para que pudesse iluminar os meus caminhos

Roda cigano, roda, pra trazer muita alegria

Roda cigano, roda, pra trazer felicidade

Roda cigano, roda, em torno da fogueira

Para que a fumaça se faça prosperidade

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Ganhei, um baralho de ouro

Pra ver, a cigana jogar

Embarelha auê, embaralha auâ, embaralha auê

Pra ver a cigana jogar

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Ciganinha, ciganinha

Da sandália de pau

Onde ela passa

Ela faz o bem, ela desfaz o mal

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Bem, que eu lhe avisei,

Pra que tu não jogasse aquela cartada comigo

Você parou na dama

E eu parei no valete

Amigo, você não me engana

Que aquela cigana é uma cigana de fama

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Abre a roda

E deixa a cigana passar

Mas ela tem, ela tem peito de aço

Ela tem peito de aço e o coração de sabiá

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Cigano, cigano

Cigano não tem morada

Mora na luz da lua

Na poeira da estrada

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Vinha, caminhando a pé

Para ver se encontrava a minha cigana de fé

Ela parou e leu minha mão

E disse toda pura verdade

Mas eu, só queria saber

Aonde mora, a minha cigana de fé

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Cigano vem, na Umbanda

Cigano vem, na Umbanda

Traz a prosperidade cigano, traz a prosperidade cigano

Traz a prosperidade cigano, traz a prosperidade cigano

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Não adianta tu soprar seu pó em mim

Não adianta tu soprar seu pó em mim

Porque foi o cigano

Que me ensinou esse atim

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Vamos cantar para a Dona Ciganinha

Pois ela é, é uma linda mulher

Na sua saia tem feitiço e tem mironga

O seu segredo ela guarda na sola do pé

O seu marafo gira na terra

E a fumaça gira no ar

Mas é por isso que a Dona Ciganinha

Abre os caminhos por onde eu tiver que passar

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Ela gosta do amarelo

Ela gosta do amarelo

Mas é ouro que ela quer

Brilhou o sol, brilhou a lua

Era tanto ouro espalhado pela rua

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Vestidinha de chita, saia, pulseira e cordão

Vem cigana

Venha ler a minha mão

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Está iluminada nossa tenda

Está cheio de flor esse congá

Minha Santa Sara, é tudo que eu faço

Minha Santa Sara ilumine os caminhos por onde eu passo

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Seu Orerê mandou recado pro cigano ir embora

Seu Orerê

Seu Orerê mandou recado pro cigano ir embora

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    PONTOS DE MALANDROS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vocês estão vendo aquela casa pequenina

Lá no alto da colina que eu mandei fazer

É lá que malandro mora

Otário não tem moradia

Ô joga a chave, meu bem

Ah meu bem, aqui fora está frio demais

Hoje eu perturbei seu sono

Mas amanhã eu não perturbo mais

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Camisa Preta,

Por onde andas, por onde andou

Que até agora ainda não chegou

Será que ele foi embora e não volta mais

Será que ele foi embora, isso não se faz

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Seu terno branco, seu chapéu de panamá

Camisa Preta quando chega

Ele gosta de sambar

Bate palma pra ele, iaiá

Camisa Preta quer sambar

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Tava sentado no muro

Fumando um cigarro

A polícia chegou

Joguei meu cigarro pro alto

Dei um pulo pra trás

Ela não me pegou

Mas ele é, Camisa Preta

Quem não pode com a mandinga

Não carrega patuá

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Camisa Preta não quer trabalhar

Camisa Preta só quer vadiar

Ele joga baralho

Ele joga no bicho

Seu dinheiro vai todo pro lixo

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Quem vê, a Maria Navalha

Quem vê, não vai mais esquecer

Mas ela mora, na pedra furada

Omolú morava nela

Ele lhe deu sua morada

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Na beira do cais

Ela fez seu império

Ela fez seu nome

Uma linda rosa

Uma linda mulher

Se o navio chega no porto

Ela logo vê quem é

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Ô Dona Alzira, eu preciso de você

Vamos jogar, o jogo da amarelinha

Se eu perder, você me ganha

Se eu ganhar, você é minha

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Abre a roda

E deixa a Dona Odete passar

Mas ela tem

Ela tem peito de aço

Ela tem peito de aço

E o coração de sabiá

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O navio apitou, nas ondas do mar

Auê Luziara

Luziara segure o leme

Não deixe o barco virar

E abalou, abalou, abalou

E abalou, todo o povo de nagô

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Mas ela era pequenina

Foi barrada na entrada

Na porta do cabaré

Menina volta pra casa

Aqui não entra criança

Aqui só entra mulher

Diz aleluia, diz aleluia

Ela deixou de ser criança

Hoje ela é, mulher da rua

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Já foi moça

Foi menina

E também já foi casada

Hoje é a Rapariga da rede

Rapariga da rede rasgada

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Ô Zé, quando vir lá de Alagoas

Toma cuidado com o balanço da canoa

Ô Zé, faça tudo que quiser

Só não maltrate o coração dessa mulher

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Na rua das amarguras

Aonde Seu Zé Pelintra morava

Ele chorava por uma mulher

Chorava por uma mulher

Chorava por uma mulher que não lhe amava

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Bravo, Senhor, bravo

Seu Zé Pelintra chegou

Ele tem pai, tem mãe

Tem padrinho e madrinha

Ajudou um cego na estrada

E um aleijado na linha

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Zé Pelintra não vai no candomblé

Zé Pelintra não vai no candomblé

Se ele for, tem que ter mulher

Se ele for, tem que ter mulher

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Zé Pelintra não morreu

Seu Zé Pelintra o Senhor desapareceu

Seu Zé Pelintra você era meu amigo

Se tornou meu inimigo por causa de uma mulher

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Fala Zé, fala Zé

Fala Zé enganador

Enganou lindas mulheres

Com palavras de amor

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É ele, Seu Zé Pelintra

O nego do pé espalhado

Quem mexer com Zé Pelintra

Tá maluco, tá danado

É ele, Seu Zé Pelintra

Que caiu dentro de um rio

Com uma pedra no pescoço pra deixar de ser vadio

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Seu terno branco

Sua bengala

Na encruzilhada, Seu Zé Pelintra

Ele dá risada

Sua camisa

Seu paletó

Na encruzilhada, Seu Zé Pelintra

Ele é um homem só

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Se quiser falar com Zé

Vai numa roda que tem mulher

Se tiver um bom carteado

Se tiver bebida fina

Vai encontrar com Zé

Fungando no cangote da menina

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Seu Martinho Pescador

Ô que banda é a sua

Bebendo cachaça, marujo

Caindo na rua

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Areia, ô areia

Areia, ô areia

Me dá licença, areia

Eles vão chegar, areia

Ele vem de longe, areia

Vem pra trabalhar, areia

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Mano meu, mano meu

Aonde estás que não vem

Ê mano meu

Eu nunca fiz mal a ninguém

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Sou devagar

Não me meto na vida de ninguém

É malandro, é otário

Trato todo mundo bem

Quando eu nasci

Eu nasci com a perna bamba

A parteira logo disse

Esse sim vai ser do samba

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Sou um mestre pequenino

Nascido no pé de dendê

Mas se meu pai

É o rei da Jurema

Ou é, ou deixa de ser

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É de manhã

Quando eu desço a ladeira

A nega pensa que eu vou trabalhar

Então eu boto o meu baralho no bolso

O meu cachecol no pescoço

E vou pra Barão de Mauá

Trabalhar pra quê?

Trabalhar pra quê?

Se eu trabalhar

Eu vou morrer

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Houve um tiroteio lá no morro

Muitos gritos de socorro

E uma sirene no ar

Ô Dona Justa, tenha compaixão

Eu sou da rua, sou da lei do cão

Matei, não estou arrependido

Se não tivesse matado

Eu teria morrido

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Se a radio patrulha chegasse aqui agora

Seria uma grande vitória

Ninguém poderia correr

Agora, que eu quero ver

Quem é malandro não pode correr

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Tava sentado na praça

Quando a polícia chegou

Meu Deus, que desgosto profundo

Ser preso na praça

Como um vagabundo

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Disseram que malandro morreu

Mas é mentira, isso não aconteceu

Malandro subiu a colina

Deu um adeus e desapareceu

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Beba, beba, beba, beba

Beba, beba, beba, beba

Na porta do botequim

Ô beba uma, beba duas, beba três

Lá no pé do morro

Beba sete de uma vez

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Eu bebo

Mas não perco a cabeça

Só vou me embora quando o cabaré se fecha

Eu bebo sim

Ninguém tem nada com isso

Eu bebo o meu marafo

Mas não perco o compromisso

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Me deram pra beber

Um copo de veneno

Ô se quiser matar, me mata

Que beber, eu bebo mesmo

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Meu pilão tem duas pontas

Trabalha pelos dois lados

Nas horas das aflições

Valei meu pilão deitado

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Dói, dói, dói, dói dói

Um amor faz sofrer

Dois amor faz chorar

Quem é você

Pra deitar na minha cama

Papagaio come milho

Periquito leva a fama

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Salve o Mestre Junqueiro

Que veio da lagoa do Junco

Juncando eu venho

Juncando eu vou

Ô desembaraçando eu vou

Ô desembaraçando eu vou

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Ai de mim

Viver caído na porta do botequim

Bebo cachaça ninguém tem nada com isso

Vivo na boemia não perco meu compromisso

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Zoa, atabaque, zoa

Camisa Preta vai girar

Dou boa noite

Até logo

E até já

Se precisar de mim

É só mandar me chamar

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Seu Camisa Preta

Meu amigo fiel

Quando for embora

Leva essa minha dor

Essa grande mágoa

Em que meu peito mora

Eu fico feliz, esperando a sua volta

Santo Antônio de Pemba

Seu Camisa, é quem me consola

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Maria amarra a saia que tá na hora

Maria amarra a saia, vamos embora

O galo canta, com o romper da aurora

Maria amarra a saia vamos embora

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       PONTOS DE POMBAGIRA

 

Deu meia noite,

Mas também deu meio dia

Na encruzilhada rosa vermelha estava lá

Firma seu ponto debaixo de uma figueira

Seu ponto é firme ela não pode vacilar

Ô diz auê, auê, auê

Ô diz auê, auê, auá (2x)

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Foi passeando, pela alta madrugada

Sobre o clarão da lua ouvi uma gargalhada (2x)

Linda morena formosa, me diga quem você é

Ela é a dona da rosa, é pombagira de fé

Pode abrir qualquer gira, na ordem de lucifer

Ela é a rosa vermelha,

Só não conhece quem não quer (2x)

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Arreda homem que aí vem mulher (2x)

Ela é rosa vermelha rainha do cabaré (2x)

É uma bela feiticeira

Vem dizer quem ela é

Ela é rosa vermelha rainha do cabaré (2x)

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Ô moça me dê um cigarro do seu pra fumar

Que nem dinheiro eu tenho pra comprar (2x)

Vivo sozinha, jogada na solidão

Vou pedir rosa vermelha que estenda a sua mão(2x)

Ô moça, ô moça, ô moça

Me tira dessa fossa (2x)

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A carruagem que quebrou na estrada

A pombagira malvada, ela não veio a pé (2x)

Lé, lé, lé

Lé, lé ô (2x)

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Mulambo, rainha divina

É a deusa encantada

Tem o seu congá a segurança

Ela tem sua história marcada (2x)

E caminhou em tapete de flores

E nem sequer se cortou

Ela deixou os seus súditos chorando

E foi viver no mundo da perdição (2x)

Mas ela é rainha, ela é mulher

Ela é rainha, ela é mulher

Pedacinho de mulambo

É para quem tem fé (2x)

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Mas que caminho tão escuro

Que vem passando aquela moça (2x)

Com vestidinha de chita

Estalando osso, por osso (2x)

Mas ela é a pombagira

Ela é maria mulambo (2x)

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Quando passar na porta do cemitério, moço

Ô não se esqueça de olhar pra trás (2x)

Vocês vão ver, uma moça vestida de preto… Moço

Ela é maria, mariá (2x)

Ela é maria, mariá

É maria mulambo (2x)

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Olha quem vem passando por aqui

É uma moça bonita, vestidinha de chita (2x)

Mas ela é maria porteira da calunga

Arrebentou o portão de ferro

Estourou a catacumba (2x)

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Ya yá cade padilha

Padilha está no jardim (2x)

Padilha é rainha, padilha é uma flor

É a preferida do seu marabô (2x)

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Ela passou na porta da gafieira

Parou, mas não entrou (2x)

Maria padilha deu uma forte gargalhada

Ela é a pombagira, é das sete encruzilhadas (2x)

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Com um pano amarrado no peito

Sua saia bordada de preto

Padilha sorria meu bem, padilha (2x)

Padilha, padilha,

Padilha, sorria meu bem, padilha (2x)

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Vinha passando na estrada

Encontrei uma armadilha (2x)

Mas ela é a pombagira

Maria padilha (2x)

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Naquela casa não tem porta nem janela

Quem mora lá, é a pombagira (2x)

Ô ô ô ô a pombagira do caminho chegou (2x)

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Eu convidei a dama da noite

Para dançar um tango no salão

Ela sorria quando o tango começava

Ela chorava quando o tango terminava

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Vestidinha de chita

Saia cheia de nó (2x)

Ela é a pombagira

Ela é farrapo só (2x)

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Na família de pombagira

Só se mete quem puder (2x)

É maria mulambo, é maria farrapo

É maria padilha, é maria mulher (2x)

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Se a sua catacumba tem mistério

Ela é maria caveira rainha do cemitério (2x)

Mas ela é loira, de olho azul

Maria caveira mensageira de omulu (2x)

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É sete, é sete

Mas ela só trabalha com dezessete punhais (2x)

Em cima daquela mesa

Tem sete facas cruzadas

Olha viva dona sete rainha da encruzilhada (2x)

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Mas ela era pequenina

Foi barrada na entrada da porta do cabaré (2x)

Menina volta pra casa

Aqui não entra criança

Aqui só entra mulher

Diz aleluia, diz aleluia

Ela deixou de ser criança

Hoje ela é mulher da rua (2x)

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Pombagira ganhou uma garrafa de marafo

E levou na capela para benzer

Perguntou ao sacristão se a batina do padre tem dendê

Tem dendê, se a batina do padre tem dendê (2x)

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Pombagira aê aê

Pombagira de maceió (2x)

Aonde mora a pombagira

Ela mora em maceió (2x)

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Balança figueira,

Balança figueira, balança figueira

Eu quero ver exú cair (2x)

Cadê a pombagira que ela não está aqui

Cadê a pombagira balança figueira que ela vai cair

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É uma casa de pombo

É de pombogira (2x)

Auê auê

Auê auá

É pombogira mojubá (2x)

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Olha pombagirê, ô ô

Olha a pombagirá,

Girou, girou, girou, girou, no ar

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Ela gosta do amarelo,

Ela gosta do amarelo

Mas é ouro que ela quer (2x)

Brilhou o sol, brilhou a lua

Era tanto ouro espalhado pela rua (2x)

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Mulher, mulher

Ela é tata mironguê

Ela é tata na calunga, ela é pombogirê (2x)

A mulher que cai pra aqui

A mulher que cai pra lá

Se ela é tata na calunga, ela é pombogirá (2x)

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Quando eu nasci a minha mãe me abandonou (2x)

Por ser bonita, por ser mulher

Ela foi deixada na porta do cabaré (2x)

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Pombagira ela é bonitinha

Ela é engraçadinha

É de ganga lofé (2x)

Auê é de ganga lofé (2x)

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Deu uma ventania, ô ganga

No alto da serra (2x)

Mas era, a pombagira ô ganga

Que vinha descendo a serra (2x)

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Cavuca murundu, murundu tá fundo (2x)

Ô vai buscar a pombagira lá no outro mundo (2x)

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Malelê, malelê, malelê, maleluá

Malelê, malelê, pombagira é de malelê

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Ô pombagira foi você quem falou

Você falou que gostava de mim (2x)

Ô pombagira quando você for embora

Quando você for embora

Deixe uma rosa pra mim (2x)

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Quando ela vai embora

Sacode a poeira da sua saia (3x)

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Aê pombagirê

Aê pombagirá (2x)

Pega o seu marafo

Pega o seu coité

E vai pra encruzilhada fazer macumba pra quem quiser (2x)

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                    PONTOS DE EXU

Exú, ara oro, ara oro, é mojubá (2x)

Ele é exú

É da querer, querer

Ele é exú

É da querer, querá

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Seu tranca ruas da uma volta lá fora (2x)

Quem for bom, bota pra dentro

Quem não for, deixa lá fora (2x)

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Essa porteira é firme,

Eu pergunto porque é

Quem toma conta da porteira,

É um homem e uma mulher (2x)

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Portão de ferro, cadeado de madeira (2x)

Exú, toma conta (2x)

Exú, olha a nossa porteira (2x)

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Quando o sol aqui não mais brilhar

Quando a lua seu clarão refletir

É sinal que está na hora

É ele quem chega agora

Já deu meia noite,

Tranca ruas é quem chega aqui (2x)

Jurou amar alguém na encruzilhada

Jurou fazer o bem de madrugada

Hoje com fé, companheiro e amigo leal

Que quebra feitiço e também desfaz o mal

E toda vez, que na rua eu caminhar

E, ouvir ao longe, sua voz a ecoar

Tenho certeza, que agora eu não ando sozinho

Seu tranca ruas é dono dos meus caminhos (2x)

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Lá na porteira

Existe um homem valente (2x)

Com a sua capa e cartola

E seu punhal e tridente

É madrugada

E ele está ao meu lado (2x)

Por isso eu lhe digo,

Tranca ruas, és o meu advogado (2x)

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O sino da igrejinha

Faz belém blém blom (2x)

Deu meia noite o galo já cantou

Seu tranca ruas que é dono da gira

Ô corre gira que ogum mandou (2x)

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É ele quem segura a nossa umbanda

É ele quem desfaz a nossa dor (2x)

Mas ele é, mensageiro de ogum

Trazendo uma mensagem de amor ô ô ô

Por isso vamos cantar e bater palmas

Seu tranca ruas das almas

Ele é o nosso protetor (2x)

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Ô ena, ena, mojubá

Ena, ena, mojubá, a mojubá

Ena, ena mojubá

Com o calor de nossas palmas

Seu tranca ruas das almas, vamos homenagear (2x)

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Olha quem vem lá no portão

De capa e cartola e de pé no chão (2x)

Será seu tranca ruas, será, será (4x)

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Ô luar, ô luar,

Ô luar

Mas ele é dono da rua (2x)

Mas quem tiver as suas culpas,

Peça perdão a tranca ruas (2x)

Seu tranca ruas, tem uma tesoura

Pra cortar língua de falador (2x)

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Eu amei alguém

E esse alguém, não amava ninguém (2x)

Eu amei o sol, eu amei a lua

Lá na encruzilhada eu amei seu tranca ruas (2x)

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Viva as almas

Viva a coroa e a fé

Viva exú das almas

Mas ele é, tranca ruas de fé

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Quem quiser lhe ver,

Suba em cima de um barranco, ô zé (2x)

O seu nome é, tranca ruas de embaré (2x)

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Quando o galo canta,

As almas se levantam

E o mar recua

Os anjos do céu dizem amém

E o pobre lavrador diz aleluia

Diz aleluia, diz aleluia

Exú morcego diz aleluia (2x)

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Corre, corre, encruzilhada

Exú morcego já chegou (2x)

No cruzeiro da calunga, ô sinhá

Mora um trabalhador (2x)

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Cemitério é praça linda,

Que ninguém quer passear (2x)

Lá tem uma catacumba

Que ninguém mora lá (2x)

Mora lá, mora lá

Exú morcego mora lá (2x)

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Exú morcego,

Me cobre com sua capa (3x)

A sua capa é um manto de caridade

A sua capa cobre tudo

Só não cobre a falsidade (2x)

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Odara

Morador da encruzilhada

Firma seu ponto com sete facas cruzadas (2x)

Filho de umbanda, peça com fé

Pra seu sete encruzilhadas, que ele dá o que você quer (2x)

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Auê auê

Seu sete é um grande amigo meu (2x)

Olha briga de homem mulher não se mete

Saravá seu sete (2x)

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Eu vi um toco

Lá na beira da estrada (2x)

Era um toco branco

Era o sete encruzilhadas (2x)

Ô giro umbanda, ô giro bandê

Manda quem pode, obedecer (2x)

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Ê puerê, ê puerá (2x)

Ê olha a mosca varejeira

Salve exú caveira (2x)

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Portão de ferro, cadeado de madeira (2x)

É na porta do cemitério

Onde mora exú caveira (2x)

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Na porta do cemitério

Exú caveira é o maior

Ele não tem carne

Ele é osso só

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Mas eu mandei caiá

Eu mandei caiá

Sua catacumba de amarelo (2x)

Para exú caveira

Que mora lá no cemitério (2x)

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Soltei meu pombo lá na mata,

Ô na pedreira não pousou

Mas foi pousar na encruzilhada,

Exú veludo quem mandou

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Ê veludo,

Seu cabrito deu um berro (2x)

Arrebentou cerca de arame,

Estourou portão de ferro (2x)

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Marabô ê, marabô a (2x)

Talatalaia de pombagira

Exú marabô é mojubá (2x)

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Estão batendo lá na porta,

Pedindo licença diz que vai entrar (2x)

É seu mulambo, vem do cemitério

Trazendo mistérios para trabalhar (2x)

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Ogum mandou, louvar exú (2x)

Laroiê, laroiê (2x)

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Exú da meia noite

Exú da madrugada (2x)

Umbanda sem exú

Não se pode fazer nada (2x)

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Exú plantou uma semente ao meio dia,

Ela já deu raíz (2x)

É com ave maria (3x)

Exú das almas

É com ave maria

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Deu meia noite,

Deu meia noite só (2x)

Olha sapo que pula no chão

Andorinha que voa no ar

Exú queria ser doutor

Mas na mesa de umbanda se enganou (2x)

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Para chegar aqui,

Atravessou um mar de fogo (2x)

Pisei no fogo, o fogo não me queimou

Pisei na pedra, a pedra balanceou (2x)

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Exú pisa no toco, pisa no galho

O galho balança, exú não cai, ô ganga

Ê exú, pisa no toco de um galho só

Marimbondo pequenino, botou fogo no paiol, ô ganga

Ê exú, pisa no toco de um galho só

Chuva grossa não me molha, sereno quer me molhar, ô ganga

Ê exú, pisa no toco de um galho só

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Exú trabalha,

Mas não é de brincadeira (2x)

Exú plantou a bananeira meio dia

A meia noite a bananeira deu um cacho

A banana amarelou

Exú botou a bananeira embaixo (2x)

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Eu comprei,

Uma fazenda vazia, uma carroça de boi

De um dono que eu não sabia (2x)

Não era eu, não era você, não era ninguém

Uma fazenda vazia, por uma uma saca de vintém (2x)

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Marimbondo pequenino

Botou fogo na paranga (2x)

A paranga pegou fogo

Marimbondo sem morada (2x)

Como eu chorei, como eu chorei, como eu chorei

Marimbondo sem morada (2x)

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Rê rê rê rê rêia

Exú não bambeia (2x)

Ô kizoa, kizoa, kizoa areia

Exú não bambeia (2x)

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Exú ri, exú ri, exú ri

Pra não chorar (2x)

A que linda risada que exú vai dar

É de quá, quá, quá (2x)

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Quem tem exú,

Não pode ter querer (2x)

Quem trabalha com exú,

Agora que eu quero ver (2x)

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Tava curiando na calunga,

Quando a banda lhe chamou (2x)

Exu na calunga é rei,

No terreiro ele é doutor (2x)

Exú quebra demanda,

Exú é curador (2x)

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Exú cainana

Quem te mandou, cainana (2x)

Na beira do rio, cainana

Na beira do mar, cainana

Em cima da terra

Em qualquer lugar

Cadê esse exú

Que ainda vai chegar, cainana

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Assobiou exú, assobiou exú

Assobiou dezessete minutos (2x)

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Galo cantou

É hora, é hora

Exú morcego se despede e vai embora (2x)

Ô se quiser que eu mate, eu mato

Se quiser que eu dou, eu dou

Se quiser que eu lhe defenda, eu serei seu defensor

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Quando a lua sair

Eles vão girar (2x)

Eles vão caçar tatu na calunga

E tamanduá (2x)

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Vai exú, vai passear

Vai exú, vai passear

Ou numa estrada tão bonita

Ou numa noite de luar

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Cambono, camboninho meu, meu cambono

Olha que exú vai ao ló (2x)

Ele vai, ele vai

Ele vai numa gira só (2x)

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E olha exú como caminha

Pé, pelo pé

E como caminha com fé

Pé, pelo pé

Mas ele vai pra encruzilhada

Pé, pelo pé

Vai desmanchar as trapalhadas

Pé, pelo pé

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         PONTOS DE PRETO VELHO

(Lá vem vovó descendo a ladeira com a sua sacola
Com o seu patuá, com a sua bengala
Ela vem de Angola) 2x
(Eu quero ver, vovó
Eu quero ver, vovó
Eu quero ver
Se filho de pemba tem querer) 2x

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Mandei decorar seu pandeiro
Eu mandei afinar a viola
Vamos salvar, Pai Joaquim de Angola
(Oh dindindin dindindin
Vamos saravar Pai Joaquim) 2x

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Pai Joaquim êe
Pai Joaquim êa
Pai Joaquim veio de Angola
Pai Joaquim vem de Angola, Angola

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(Meu senhor da senzala
Meu senhorzinho
Ele vem cansado, meu Pai Joaquim) 2x
Um grito de liberdade
Negro ecoou
Quando Oxalá chamou
Recebeu toda paz pela humildade
Hoje nos traz, a caridade
(Luanda, ôh luanda
Como é bonito Pai Joaquim em nossa banda) 2x

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(Maria Conga, é quem vence demanda) 2x
(Ela mesma quem disse que na barra da saia tem mironga) 2x
Maria Conga lavadeira de sinhá
(Lavou roupas de chita
No ribeiro de iaiá) 2x

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(São Cipriano, é um santo feiticeiro) 2x
(Ôh se não fosse o Cipriano, não acabava o cativeiro) 2x
(Olha, firma banda
Olha, firma banda
Olha, firma banda
Cipriano na Umbanda) 2x

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(Moçambique quando se casou
Grande festa na Umbanda ele deu) 2x
(Ele deu uma grande peixada
Que a espinha do peixe
O gato comeu) 2x

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(Na estrada da Bahia, eu encontrei um preto-velho
Ele vinha devagar
Carregando seu saco de muamba) 2x
(Ele demorou, mas ele chegou) 2x
(Lá na Umbanda,
Moçambique vence demanda) 2x

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(Bahia, ôh África
Vem cá, vem nos ajudar) 2x
(Força Bahiana, força Africana
Força divina, vem cá, vem cá) 2x

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(Bababa, bateram na porta do céu
Bababa, São Pedro abriu pra ver quem é) 2x
(Mas eram as almas
Do cativeiro
Que se pesavam na balança de Miguel) 2x

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(Preta-velha chega no Reino
Faz o sinal da cruz
Pede proteção à Zambi
Para os filhos de Jesus) 2x
(Cada conta do seu rosário
É um filho que ali está
Se não fosse preto-velho
Eu não sabia caminhar) 2x

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(Congo com Cambinda quando vem pra trabalhar
Congo vem por terra
Cambinda vem pelo mar) 2x
(Eu já chamei Congo teimoso
Congo teimoso vem cá
Vem trazer sua falange
Pra seus filhos ajudar) 2x

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(Que fumaça cheirosa, vovó
Que sai do seu cachimbo) 2x
(Não sei é arruda
Ou manjericão
Só sei que essa fumaça, vovó
Mexe com meu coração) 2x

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(Vovó não quer
Casca de côco no terreiro) 2x
(Pra não lembrar
Do tempo do cativeiro) 2x

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(Filho, se você precisar
É só chamar a vovó
Que ela vem te ajudar) 2x
(Numa estrada, numa casinha sapê
Preta-velha está sentada
Esperando por você) 2x

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(Olha a fumaça do cachimbo do vovô
Sobe bem alto
Só naõ vê, quem não quer) 2x
(Ele trabalha com São Cipriano
O segredo do vovô é na sola do pé) 2x

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(Quê quê rê quê quê
Vó Quitéria de bom parecer) 2x
Vó Quitéria com Vó Mariana
Amarra a saia com a palha da cana
Se a palha da cana arrebenta
Vó Quitéria você não me engana

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(Pai Benedito cadê Pai Mané?
Foi na roça apanhar a guiné) 2x
(Diga a ele que quando vier
Suba a escada, não bata com o pé) 2x

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(Preto-velho traballha
Com São Cipriano e Jacó) 2x
(Trabalha com a chuva e com o vento
Trabalha com a lua e com o sol) 2x

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(Eu andava perambulando
Sem ter nada pra comer
Fui pedir às santas Almas
Para vir me socorrer) 2x
(Foram as Almas que me ajudou
Foram as Almas que me ajudou
Meu divino, Espírito Santo
Viva Deus, nosso senhor) 2x

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(Eu adorei as almas
Eu adorei as almas
Eu adorei as almas
No dia de hoje
Eu adorei as almas) 2x

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Meu Santo Antônio pequenino auê
Me abre as portas do céu auê
Cabinda grande estremeceu auê
Mas não saiu do lugar
(Segura o touro, Cabinda (amarra no Mourão)
Que o touro é brabo, Cabinda (amarra no Mourão) 2x

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(Adeus meus pretos-velhos
Se eu precisar, lhes chamo) 2x
(Zambi lhe trouxe
Zambi é quem vai levar) 2x
(Agradeça a toalha rendada
De chita desse congá) 2x

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(Levanta cedo, criança
Que velho quer caminhar) 2x
(A estrada é longa
Velho anda devagar) 2x
(É devagar
Ôh ôh, é devagarinho) 2x
(Quem caminha com preto-velho
Nunca fica no caminho) 2x

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(Óh que lindo pomar
Óh que lindo laranjal) 2x
(Até a sabiá chora
Quando Vovó Juventina
Se despede e vai embora) 2x

 

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